
pour mon frere PM
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> Dias atrás escrevo nessa pouco (ou nada) lida coluna de debytes sobre as soluções urbanas da França, implementadas pelo prefeito Hausserman para resolver o problema dos guetos.
Logo depois os subúrbios ardem. Não deixa de ser irônico e de confirmar a regra.>Por que a França?
Por que no século 18, de todas as monarquias podres e decadentes da Europa onde os populachos trabalhadores morriam de fome, obrigados a ficar longe das reservas de caça dos nobres preguiçosos e inúteis, a França explodiu primeiro?
A Inglaterra teve seu Cromwell, mas isso somente foi o resultado de uma briga de facções e não um> movimento popular legitimo, e que no fim não acabou com a monarquia, embora a tenha modernizado tornando-a parlamentarista.
>E por que outros tantos lugares com periferias pobres e marginalizadas> próximas de cidades riquíssimas (SP por ex) são como se a prova de fogo?
Talvez por que a França que todos nós amamos enquanto civilização seja tão> cínica enquanto nação, tão míope e auto-indulgente consego mesma.Vivem de> certa forma uma ilusão de igualdade, liberdade e fraternidade que existe> muito mais no escudo nacional e na cabeça do Vanhoni do que na pratica.
A constituição e as leis francesas proíbem a palavra "minoria". Não> reconhecem o problema e não o resolvem, como se todos usufruíssem> igualmente> do leite da mãe pátria. Quem não se lembra dum quadro da época da Revolução> que> retrata a própria como uma tetuda combatente?-,
Por acaso são iguais condomínios de Clichy > sus> Bois e os moradores da ilha São Luis, vizinhos da NotreDame .
Quem é mais francês, a inútil Lolita Pile ou a prestativa atendente marroquina do McDonalds ??
O descendente de Carlos Magno da Av. Foche que para preservar seus negócios colaborou com o regime de Vichy, ou os netos de policiais, servidores públicos e cidadãos comuns argelinos que apoiaram a França nos anos 50 contra os fanáticos separatistas e que tiveram deatravessar o Mediterrâneo a nado pra não serem mortos, direto pros condomínios? Pontecorvo, a quem Marlon Brando acusava racista e cruel, fez um belo filme a respeito desse momento - A Batalha de Argel.
A França e a sua pretensão de farol do mundo, de filha predileta do iluminismo, mas que nutre uma irracional atitude anti- EUA - tão bem colocada pelo Revel no seu Obsessão Anti Americana, talvez por que de certa forma esses levaram mais a frente os ideais da Revolução francesa do que ela própria.
E como disse um amigo inglês, se todo mundo que diz que lutou na resistência francesa de fato tivesse lutado, os alemães não teriam durado 5 minutos.
JFK teve de reconhecer o racismo e o apartheid no sul dos Estados Unidos para melhor combatê-lo. Os primeiro negro a se matricularem no Alabama, contou com tropas federais para conter os distúrbios e garantir seu acesso a faculdade.Alan Parker mostra em Mississipi Burning que o Hoover, embora racista, não mediu esforços do seu FBI pra desbaratar as Klu Klux Klans (onomatopéia de um rifle sendo carregado, pode?) da vida, que eram ninguém menos que a policia, os prefeitos o e Lions Club daquelas cidadezinhas sulinas , under their hoods.
A Grã Bretanha, muito mais ex- império que a França, acomodou infinitamente mais minorias e nacionalidades por m2. Tem 12 ou 15 imigrantes no parlamento contra zero do outro lado do túnel.
Escrevi sobre a nova política de ensino e saúde da Suécia em outro debyte, mas acho que não citei que ela foi imaginada por um chileno exilado do Pinochet que é deputado já a vários mandatos.
Às vezes e necessário alguém de fora ou de dentro das comunidades para achar a solução, que não esta nem em políticas sociais ultrapassadas nem num tratamento das minorias com praticas netas dos pára-quedistas da Argélia.
Não vai funcionar.
Uma vez passei o 14 de Julho na França. A visão da bleu, blanc, rouge pendendo do Arco do Triunfo dá uma inveja danada daqueles que efetivamente tem uma pátria pra comemorar.
Só que a França idiossincrática e bairrista, ao mesmo tempo humanista e contra a imigração, fundadora do capitalismo moderno mas que vota contra o bloco europeu, única força capaz de equilibrar a hegemonia americana - apesar de odiar os EUA, não pode mais agir como aquela pequena aldeia gaulesa que conhecemos tão bem.
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> Dias atrás escrevo nessa pouco (ou nada) lida coluna de debytes sobre as soluções urbanas da França, implementadas pelo prefeito Hausserman para resolver o problema dos guetos.
Logo depois os subúrbios ardem. Não deixa de ser irônico e de confirmar a regra.>Por que a França?
Por que no século 18, de todas as monarquias podres e decadentes da Europa onde os populachos trabalhadores morriam de fome, obrigados a ficar longe das reservas de caça dos nobres preguiçosos e inúteis, a França explodiu primeiro?
A Inglaterra teve seu Cromwell, mas isso somente foi o resultado de uma briga de facções e não um> movimento popular legitimo, e que no fim não acabou com a monarquia, embora a tenha modernizado tornando-a parlamentarista.
>E por que outros tantos lugares com periferias pobres e marginalizadas> próximas de cidades riquíssimas (SP por ex) são como se a prova de fogo?
Talvez por que a França que todos nós amamos enquanto civilização seja tão> cínica enquanto nação, tão míope e auto-indulgente consego mesma.Vivem de> certa forma uma ilusão de igualdade, liberdade e fraternidade que existe> muito mais no escudo nacional e na cabeça do Vanhoni do que na pratica.
A constituição e as leis francesas proíbem a palavra "minoria". Não> reconhecem o problema e não o resolvem, como se todos usufruíssem> igualmente> do leite da mãe pátria. Quem não se lembra dum quadro da época da Revolução> que> retrata a própria como uma tetuda combatente?-,
Por acaso são iguais condomínios de Clichy > sus> Bois e os moradores da ilha São Luis, vizinhos da NotreDame .
Quem é mais francês, a inútil Lolita Pile ou a prestativa atendente marroquina do McDonalds ??
O descendente de Carlos Magno da Av. Foche que para preservar seus negócios colaborou com o regime de Vichy, ou os netos de policiais, servidores públicos e cidadãos comuns argelinos que apoiaram a França nos anos 50 contra os fanáticos separatistas e que tiveram deatravessar o Mediterrâneo a nado pra não serem mortos, direto pros condomínios? Pontecorvo, a quem Marlon Brando acusava racista e cruel, fez um belo filme a respeito desse momento - A Batalha de Argel.
A França e a sua pretensão de farol do mundo, de filha predileta do iluminismo, mas que nutre uma irracional atitude anti- EUA - tão bem colocada pelo Revel no seu Obsessão Anti Americana, talvez por que de certa forma esses levaram mais a frente os ideais da Revolução francesa do que ela própria.
E como disse um amigo inglês, se todo mundo que diz que lutou na resistência francesa de fato tivesse lutado, os alemães não teriam durado 5 minutos.
JFK teve de reconhecer o racismo e o apartheid no sul dos Estados Unidos para melhor combatê-lo. Os primeiro negro a se matricularem no Alabama, contou com tropas federais para conter os distúrbios e garantir seu acesso a faculdade.Alan Parker mostra em Mississipi Burning que o Hoover, embora racista, não mediu esforços do seu FBI pra desbaratar as Klu Klux Klans (onomatopéia de um rifle sendo carregado, pode?) da vida, que eram ninguém menos que a policia, os prefeitos o e Lions Club daquelas cidadezinhas sulinas , under their hoods.
A Grã Bretanha, muito mais ex- império que a França, acomodou infinitamente mais minorias e nacionalidades por m2. Tem 12 ou 15 imigrantes no parlamento contra zero do outro lado do túnel.
Escrevi sobre a nova política de ensino e saúde da Suécia em outro debyte, mas acho que não citei que ela foi imaginada por um chileno exilado do Pinochet que é deputado já a vários mandatos.
Às vezes e necessário alguém de fora ou de dentro das comunidades para achar a solução, que não esta nem em políticas sociais ultrapassadas nem num tratamento das minorias com praticas netas dos pára-quedistas da Argélia.
Não vai funcionar.
Uma vez passei o 14 de Julho na França. A visão da bleu, blanc, rouge pendendo do Arco do Triunfo dá uma inveja danada daqueles que efetivamente tem uma pátria pra comemorar.
Só que a França idiossincrática e bairrista, ao mesmo tempo humanista e contra a imigração, fundadora do capitalismo moderno mas que vota contra o bloco europeu, única força capaz de equilibrar a hegemonia americana - apesar de odiar os EUA, não pode mais agir como aquela pequena aldeia gaulesa que conhecemos tão bem.
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