Friday, January 20, 2006

wilson picket 1941-2004

GOD REST HIS SOUL MUSIC

Thursday, January 05, 2006

tisa the teaser

debytes
Um dos meus 1o leitores (minha ambiçao e ultrapassar os 17 do agamenom mendes pedreira, personagem do meu amado primo marcelo madureira)a Tisa Kastrup fez o seguinte comentario a respeito do meu texto sobre a França (missis siena burning):



Credo, você detesta mesmo os franceses...! Tudo bem que as críticas são mais do que merecidas e verdadeiras, mas é um país maravilhoso. Acho que você precisa de um guia melhor.


respondo:

Nao detesto os fanceses (talvez um ou dois). Pode ser lugar comum e tal , mas so critico aquilo que amo. Ainda ontem li algo qua podia fazer parte daquele texto. Alguns dos paraquedistas franceses do Cel.Massu - o chefe da repressao (e tortura )aos guerrilheiros argelinos da FLN - eram ex partisans, ou seja membros da resistencia frencesa, que nao deixou de sere uma FLN francesa. Sao essas outras contradiçoes que me intrigam na França, principalmente a relaçao estranhissima com os EUA. Mas sempre a pàrtir de uma grande admiraçao e respeito. Nem poderia ser diferente, ja que como civilizacao nao damos nem pra saida. Ainda nem derrubamos a Bastilha.

Tuesday, January 03, 2006

o sonho acabou, o soho continua la


Ao Nilson Piacentini, em casa de quem
eu estava quando soube que o sonho havia mesmo acabado,
ao professor Correa, que gentilmente revisou o texto, a minha
geraçao e a primeira mulher que me deu um fora on line, and
asked to remain nameless.
.


Nossos pais, supondo que sejamos da mesma geração, lembrarão sempre onde estavam no dia que JFK morreu. ]
Já nós levaremos conosco outros dois momentos: 11 de setembro de 2002 e 8 de dezembro de 1980.

Antes de ir a Madrid, estive em NYC. Os pingüins voavam para o sul fugindo do frio. Li ainda no avião, um artigo na Folha de alguém cujo nome tratei logo de esquecer, que afirmava ser Paul o grande homem dos Beatles, e que o mesmo só não seria reconhecido como tal porque Chapman (que bem poderia ser "the eggman") teria acertado Lennon instead, dentro daquela lógica insana de que os mortos não erram.

Teoria interessante, tamanha a estupidez.

Ora, enquanto músico amador que sou, admiro o músico Sir Paul McCartney como poucos. Enquanto curtidor de música profissional, venero o compositor Paul McCartney como um dos maiores. Mas Steve Winwood também é um grande músico. E Ray Davies e Pete Townshened, só para ficar no pop/rock, também teriam de figurar numa lista isenta pelo Nobel para songwriters, se existisse um.

Paul nunca quis mudar o mundo - embora, recentemente, tenha feito muito nesse sentido. Bastava para ele mudar a musica popular, e isto ele fez.

Mas Lennon era Trotski, Duchamp, Dylan, Sellers, Lenny Bruce, Gandhi, Malcon X, McCartney, you name it, all in one.

Entendeu e deu forma aos anos 60 como nenhum outro, e teve a autoridade que ninguém teria para acabar com a festa quando sacou que, como todo fim de porre, ia acabar mal.

Foi o único dos Beatles que em carreira solo chegou próximo da banda, enquanto ícone cultural e artístico.

Quanto ao músico Lennon, ele mesmo definiu: "sou um artista, se me derem uma tuba vou tirar alguma coisa dela".

Agitou cultural e politicamente a América após se mudar pra NY (onde mais poderia ir morar no pós-Beatles? ) até que o FBI ficasse em sua cola, sem maiores conseqüências - o que só reafirma minha crença naquele país como "land of freedom". Pois, não esqueçam, ele escreveu e cantou músicas para Angela Davis e Jon Sinclair, enquanto qualquer americano que fosse a Londres na mesma época, para cantar em favor do IRA, teria sido, no mínimo, deportado.

Mas o X da questão deste artigo era a afirmação do articulista da Folha de São Paulo de que as canções do Macca seriam infinitamente melhores que as de Lennon.

Ok, segundo a maior especialista viva em John Winston Lennon, madame dragão Yoko Ono, John acordava à noite se perguntando por que outros artistas gravavam Paul e não ele.

Pode ser. Mas, por outro lado, o que pode ser melhor do que "A day in the life" (com o intermezzo de Paul que confirma tudo que direi logo abaixo sobre química), "In my life" (escolhida por Paul como a melhor canção de todos os tempos),"Sexie Sadie" (para o Maharishi, pego no pulo cantando Mia Farrow), "Revolution 1 and 9", " Love", "Mother"," God", "Rain"," Help" (que soa bem melhor se tocada devagar), "Stawberry Fields 4ever", Dear Prudence, "Hey You´ve Got to Hide your Love Away", "Dont let me Down", "Come Together", "Across the universe" (gravada lindamente pelo Bowie, que deve ter devolvido o sono a JL), "Jelous Guy", Imagine? Façam suas apostas.

E tudo isso sem falar em algumas idiossincrasias de minha parte, como "Dig a pony", "I´m so tyred", "Yer Blues" e "How do you sleep" (esta, dedicada ao Paul num daqueles momentos em que o ódio supera o amor).

Nessa série de textos da Folha sobre os 25 anos da morte de Lennon, o que mais me emocionou foi uma declaração de um brasileiro, presidente de um fã clube mineiro, que para comemorar os 40 anos de John em 80, prostrou-se na frente do sinistrérrimo Dakota até conseguir falar com o próprio.
John perguntou qual era sua gravação dos Beatles favorita e a resposta, mineiramente, "She loves you".
Algum tempo depois, ele receberia em Belo um pacote com um bilhete: "She loves you more than me" e o disco de ouro do single. Que tal?

Em Nova Iorque, vestimos tudo que tinhamos e fomos ao Strawberry Fields no Central Park (monumento erguido pelo Giuliani que, a meu ver, mereceria ele mesmo uma estátua do tamanho da Liberdade, quem conheceu NY na era que o antecedeu há de concordar).
Levamos uma flor e conferimos a velinha delicadamente colocada na janela do apartamento, há 25 anos, por miss Ono Lennon.

Ao invés de comparar inutilmente Paul e John em busca de um vencedor, alguém deveria tentar explicar o fenômeno dessa parceria, a química resultante, o todo maior que as partes, quando as partes, em si mesmas, já eram imensas.

Ou, ainda, perguntar que curiosa conjunção astrológica faz três compositores de alto calibre, com personalidades tão complexas e distintas, como John Wisnton, James Paul e George (sim, George Harrison, meus caros, o autor de "Something", a canção de Lennon e McCartney preferida do velho Frank Blue Eyes, chega?) nascerem no mesmo local, quase ao mesmo tempo.

Assim como se Einstein, Da vinci, Borges(que teve sua Yoko - Maria Kodama)) e Thomas Edison tivessem trabalhado juntos, o que teria resultado? Aposto na máquina do tempo.

Bem, de NY o que dizer ? O Soho, fiquem tranqüilos, continua lá."

debytes

Monday, January 02, 2006

cenas do pos natal

Ontem terminamos, como sempre na casa do Ângelo Vanhoni, onde é fácil
entrar e difícil de sair. Não falo da hospitalidade e, sim, do portão
temperamental.

A criançada correndo solta com suas novas armas e munições,
me fez lembrar de um almoço entre os irmãos Augusto e Haroldo de Campos,
Julio Cortazar e Décio Pignatari, segundo o relato do próprio
A certa altura, dada a correria infantil na pizzaria que Haroldo escolhera, o
argentino (que adorava crianças, como faz notar no excelente "Entrevistas",
onde nos revela seu código para se comunicar com elas ) assassinou:

-"Herodes estaba cierto."

Ainda sob o signo de Pantagruel e "com todos los sitios cerrados", sem mais
poder encarar o descarnado peru e outros sobreviventes da chacina natalina,
resolvemos então chamar o novecentos-e-onze da Pizza Hut.

O Ângelo, não um cliente cadastrado, teve que informar CPF e RG, além de nome e endereço.

O Cescatto imaginou que, em breve, antes da pizza vão mandar uns interrogadores truculentos:

- O que o sr. tem contra a muzzarella, quais são suas relações com o peperoni ? e assim por diante.