
Sunday, November 23, 2008
Friday, November 21, 2008
Thursday, November 20, 2008
Wednesday, November 19, 2008
Tuesday, November 18, 2008
a life in a day

a mim mesmo, pelo meu aniversario
Quase não nasci em meados do século XX. Por pouco não torrei no ventre da minha mãe, junto com o resto da raça humana.
Explico. Sou de Novembro do mesmo ano em que, em Setembro, Kennedy e Kruchev jogaram xadrez no tabuleiro do Caribe com ogivas nucleares no lugar das peças.
Nikita, a quem Fidel chamou de mariquita, derrubou o rei e não houve o xeque mate nuclear como queria o irresponsável barbudo e alguns generais americanos da linha dura e miolo-mole.
Quase não nasci em meados do século XX. Por pouco não torrei no ventre da minha mãe, junto com o resto da raça humana.
Explico. Sou de Novembro do mesmo ano em que, em Setembro, Kennedy e Kruchev jogaram xadrez no tabuleiro do Caribe com ogivas nucleares no lugar das peças.
Nikita, a quem Fidel chamou de mariquita, derrubou o rei e não houve o xeque mate nuclear como queria o irresponsável barbudo e alguns generais americanos da linha dura e miolo-mole.
Portanto, graças a Jack que soube ser duro com o Premie russo enquanto Bob negociava com seu embaixador nos bastidores, acabei nascendo.
Não é engraçado pensar como teria sido o aftermath da Crise dos Mísseis de Cuba, caso o tricky dicky Nixon tivesse vencido as eleições de 1960 e o paranóico Stalin vivido alguns anos a mais.
Não é engraçado pensar como teria sido o aftermath da Crise dos Mísseis de Cuba, caso o tricky dicky Nixon tivesse vencido as eleições de 1960 e o paranóico Stalin vivido alguns anos a mais.
Anos antes, o mesmo Nikita “Babyface” Kruchev disse num famoso discurso Мы вас похороним! - “Nos vamos enterrar vocês”, e num certo momento parecia que a historia estava ajudando a cavar o buraco.
Os USA estavam desmoralizados dentro e fora de casa por conta do Vietnã. A decadente Inglaterra pré- Maggie assistindo o sol se por cada vez mais próximo e com seu prórpio mini Vietnã na Irlanda. Cuba estava na moda e as guerras de libertação das colônias africanas e asiáticas pareciam (e em alguns casos o foram) propicias para a disseminação do comunismo em escala global.
Os USA estavam desmoralizados dentro e fora de casa por conta do Vietnã. A decadente Inglaterra pré- Maggie assistindo o sol se por cada vez mais próximo e com seu prórpio mini Vietnã na Irlanda. Cuba estava na moda e as guerras de libertação das colônias africanas e asiáticas pareciam (e em alguns casos o foram) propicias para a disseminação do comunismo em escala global.
Até mesmo países ocidentais de tradição cristã como Portugal, Argentina, Chile e a própria Itália que hospeda o Vaticano, pareciam perdidos para o outro lado, o que teria criado fronteiras ideológicas difíceis de serem administradas.
Havia ainda para aqueles que desconfiavam da burocracia soviética, a possibilidade de seguir o modelo chinês ou albanês, ou a balelas como o eurocomunismo ou o trotskismo.
Com tudo isso parecia muito mais provável uma guerra atômica antes do final do século do que o processo que veio descambar na Queda do Muro, coisa alias que ninguém ousou prever, a não ser o Ricardo, o Cescatto e eu que cantávamos nos idos de 86 um rockinho na cozinha do Sergio, e que chamávamos de brincadeira de “Para Lênin e McCartney” .
Com tudo isso parecia muito mais provável uma guerra atômica antes do final do século do que o processo que veio descambar na Queda do Muro, coisa alias que ninguém ousou prever, a não ser o Ricardo, o Cescatto e eu que cantávamos nos idos de 86 um rockinho na cozinha do Sergio, e que chamávamos de brincadeira de “Para Lênin e McCartney” .
Dizia:
O Politiburo mandou avisar,
Atrás desse muro, o rock vai rolar
Na Praça Vermelha, milhões de decibéis,
O povo nas ruas, ninguém nos quartéis.
Infelizmente não registramos e perdemos a chance de sermos admitidos no seleto Panteão dos Profetas.
No ano posterior àquele em que quase não vinguei, o governador Wallace acampou na frente da Universidade Estadual do Alabama para impedir que dois jovens negros se matriculassem na instituição.
O Politiburo mandou avisar,
Atrás desse muro, o rock vai rolar
Na Praça Vermelha, milhões de decibéis,
O povo nas ruas, ninguém nos quartéis.
Infelizmente não registramos e perdemos a chance de sermos admitidos no seleto Panteão dos Profetas.
No ano posterior àquele em que quase não vinguei, o governador Wallace acampou na frente da Universidade Estadual do Alabama para impedir que dois jovens negros se matriculassem na instituição.
Os dois filhos de Joe despacharam os federais mesmo com risco de comprar uma briga histórica com o Sul, um ano antes da eleição, o que explica comos poucos casos na historia, a diferença entre politico e estadista.
Cinco anos mais tarde, Bob só sentiu que poderia realmente ganhar a presidência quando, apesar de seus temores, realizou um comício bem sucedido em Kansas City. Acabou morto, não no sul como o irmão, mas em LA, postergando a chegada da geração de 60 ao poder por mais 20 anos, quando certo Willian Clinton do inexpressivo Arkansas se mudou com seu charme e sua libido para aquela ampla casa da Ave. Pensilvânia.
La pelos 70 quando um daqueles raros brasileiros que viajavam para o exterior e que para nos mortais pareciam quase astronautas, amigo de meu pai, contou ter visto uma pichação em um banheiro publico em DC que dizia que em 40 anos um negro seria presidente, aquilo soou como uma remota possibilidade a partir da lógica que a população negra crescia exponencialmente e a branca a conta-gotas.
O tal oráculo sanitário se mostrou preciso, embora a profecia tenha se realizado por outros caminhos já que os brancos ainda são a maioria absoluta naquele pais.
Cinco anos mais tarde, Bob só sentiu que poderia realmente ganhar a presidência quando, apesar de seus temores, realizou um comício bem sucedido em Kansas City. Acabou morto, não no sul como o irmão, mas em LA, postergando a chegada da geração de 60 ao poder por mais 20 anos, quando certo Willian Clinton do inexpressivo Arkansas se mudou com seu charme e sua libido para aquela ampla casa da Ave. Pensilvânia.
La pelos 70 quando um daqueles raros brasileiros que viajavam para o exterior e que para nos mortais pareciam quase astronautas, amigo de meu pai, contou ter visto uma pichação em um banheiro publico em DC que dizia que em 40 anos um negro seria presidente, aquilo soou como uma remota possibilidade a partir da lógica que a população negra crescia exponencialmente e a branca a conta-gotas.
O tal oráculo sanitário se mostrou preciso, embora a profecia tenha se realizado por outros caminhos já que os brancos ainda são a maioria absoluta naquele pais.
O que se viu nada tem haver com demografia, e sim com democracia
Pode se dizer que Barack Hussein Obama não é um negro padrão, mais para Belafonte, Potier ou Denzel do que aqueles pintados a piche e obesos que costumamos ver nas ruas da América - a propósito, li que a obesidade dos afroamericans se explica pela tendência do corpo humano em acumular gordura para épocas de vacas magras, como ocorria na África ancestral onde eles passavam fome e corriam dos tigres, esbeltos e elegantes, mas, uma vez expostos a uma dieta de superalimentação e sedentarismo, deu no que deu .
Pode se dizer que Barack Hussein Obama não é um negro padrão, mais para Belafonte, Potier ou Denzel do que aqueles pintados a piche e obesos que costumamos ver nas ruas da América - a propósito, li que a obesidade dos afroamericans se explica pela tendência do corpo humano em acumular gordura para épocas de vacas magras, como ocorria na África ancestral onde eles passavam fome e corriam dos tigres, esbeltos e elegantes, mas, uma vez expostos a uma dieta de superalimentação e sedentarismo, deu no que deu .
Um desses chatos intelectuais brasileiros desafiou a grande nação a eleger um genuíno neto de escravos, como se o melting pot Obama não fosse mais representativo.
Até mesmo o amigo Zéduardo diz que Barack é uma criação da Light and Magic do George Lucas e não um ser de carne e osso.
Até mesmo o amigo Zéduardo diz que Barack é uma criação da Light and Magic do George Lucas e não um ser de carne e osso.
Pode ser, mas o que ele queria do país que se não inventou o entertainemt, o levou as ultimas conseqüências.
Mas tirando o aspecto da cor, ja tao debatido, o que dizer de um sujeito chamado Obama ter sido eleito poucos anos depois de alguém separado por uma só letra ter posto a nação de joelhos, no mais cruel e também mais genial ataque pós Cavalo de Tróia da historia?
E que tal o middle name Hussein, que o faz homônimo do até a pouco inimigo número um da América. Parece que no final os republicanos derrotaram um Hussein e foram derrotados por outro.
Quantos anos até a França, o farol da humanidade segundo o Vanhoni, venha a ter um presidente chamado Scott Mackenzie ou Israel eleger um primeiro ministro de nome Mohamed, isso para ficar só na civilização.
Mas tirando o aspecto da cor, ja tao debatido, o que dizer de um sujeito chamado Obama ter sido eleito poucos anos depois de alguém separado por uma só letra ter posto a nação de joelhos, no mais cruel e também mais genial ataque pós Cavalo de Tróia da historia?
E que tal o middle name Hussein, que o faz homônimo do até a pouco inimigo número um da América. Parece que no final os republicanos derrotaram um Hussein e foram derrotados por outro.
Quantos anos até a França, o farol da humanidade segundo o Vanhoni, venha a ter um presidente chamado Scott Mackenzie ou Israel eleger um primeiro ministro de nome Mohamed, isso para ficar só na civilização.
Alem do mais BHO é do Norte, o primeiro presidente em muitos anos.
No BR equivaleria a ser do sul , se é que me entendem.
E pensar que até agora eu vivi apenas um pouco mais do que a metade da minha expectativa.
Monday, November 17, 2008
Friday, November 14, 2008
Friday, October 10, 2008
dinheiro não traz facilidade (a chain of fools)
O capitalismo traz em si a semente da sua própria destruição. (Karl Marx)
O capitalismo traz em si a semente do próprio remédio para suas crises. (Reinaldo Azevedo)
Redescobri ao limpar gavetas, um velho texto do João Sayad chamado Felicidade não traz Dinheiro em que ele imagina que se um mágico anunciasse a platéia que iria transformar papel pintado em quase tudo que existe, seria vaiado e apedrejado com tomates.
Acontece que algum alquimista inventou esses papeis há muito tempo atrás e todo mundo acredita que uma mala cheia deles possa valer mais do que, por exemplo, uma maçã.
As crises econômicas que ocorrem de tempos em tempos e das quais somos sujeitos passivos e passiveis, vêm principalmente para lembrar aos crédulos que o dinheiro é uma ficção, nada alem de um culto. E cultos,voces sabem, só funcionam enquanto as pessoas crêem.
Mas como a um Deus ao qual nos apegamos quando aflitos e desesperados, dessa vez todos preferimos ter o tal papel embaixo da cama do que, entre outras coisas, ações, que ao menos representam pequenas partículas de empresas que possuem (nem todas é claro) fatias de mercado, ativos tangíveis e não raro, dinheiro em caixa. Isso explica por que algumas empresas estão cotadas tão abaixo dos seus méritos e potencialidades e garante que na medida do tempo tudo votará a ser igual que dantes, ainda que de forma diferente.
Quando as torres caíram em 2002, todos viramos Nostradamus. Previsões de todas as espécies foram feitas, todas catastróficas.
Embora NYC possa nunca mais vir a ser a mesma, tudo por la voltou ao normal, a não ser por um detalhe no skyline e pelo fato do Empire State ser novamente o king of the hill. As pessoas vivem, amam e criam filhos e quase ninguém mais olha para cima quando passa um avião. Até os filmes que destroem a cidade, que imaginávamos seriam banidos e boicotados, estão ai de volta com tudo.
Escrevi tempos atrás que foi um choque pessoal descobrir que não era mais o kid das reuniões de negócios de que participo. Fui substituído por uma geração mais gananciosa e melhor preparada, a qual cederei a tentação de culpar, ao menos totalmente, pela confusão atual. Dias atrás um deles me dizia não haver chance do dólar apreciar perante o real, pois os fundamentos econômicos e blah, blah, blah . Pela primeira vez na vida tive o prazer em agir como sênior e, emulando um profeta do velho testamento, dizer:
- Meu filho, já vivi essa historia pelo menos quatro vezes, sei como acaba.
Crises são cíclicas e ao contrario do que imaginam os últimos marxistas, não enfraquecem o organismo capitalista. Ao contrário, como uma doença infantil, ajudam a fortalecê-lo.
Aonde iríamos parar afinal a mercê dessa vertente de crescimento que o mundo vinha experimentando a quase duas decadas, disparando o preço das commodities e a arrogância dos russos e outros petrolizados indefinidamente? Quanto tempo até alguém invadir a Polônia?
De certa forma o fim da inflação no mundo nos 80 foi um remédio necessário, mas não sem contra indicações. Ao ter o dinheiro, mercadoria perecível que era, diariamente desvalorizado, comprávamos imóveis, investíamos em estoques, antecipávamos a folha de pagamento gerando mais renda e riqueza.
Até ontem qualquer estúpido aplicava seus recursos sem risco de vê-los carcomidos, sem precisar empreender ou ousar, o que trouxe os juros para baixo – embora não no BR – e criou um capital especulativo sem precedentes.
Com muita sabedoria os americanos dizem “easy come easy go” o tempo todo. Quando o dinheiro é abundante, perde valor como tudo mais, e pior, faz com que as pessoas percam a cautela.
Queima no bolso da gente, e ai compramos Garfield por Pernalonga, emprestamos lastrados nas garantias mais estapafúrdias passando papeis ainda mais fictícios para frente.
Uma Festa de Babete com dança das cadeiras. Uma verdadeira chain of fools.
E ai, em algum momento, como diz o Prof. Corrêa, o garçom traz a conta.
Tuesday, September 30, 2008
a wing and a pray
Essa a revista Viagem não ensina.
Se v. chegar à Suíça sem uma moeda de dois francos para liberar o carrinho das malas, alias o único que eu conheço que sobe escadas rolante, saiba que uma de 1 real serve.
Se v. chegar à Suíça sem uma moeda de dois francos para liberar o carrinho das malas, alias o único que eu conheço que sobe escadas rolante, saiba que uma de 1 real serve.
Monday, September 29, 2008
i amsterdan
Civilizaçao é um lugar onde as biciceltas tem preferencia absoluta sobre o automoveis. Se uma delas cruzar a frente da sua Ferrari Enzo 2009 e você encostar nela, advinhe quem vai parar naquele lugar que em Darfur seria um cinco estrelas??.
Na civilização os cinemas tem estacionamento para as magrinhas e intervalo durante a seção para tomar sorvete.
Civilização é um lugar onde nos aeroportos, prestar tributo a Bin Laden - nome dado pelo Hitchens ao ato de desconstruir a si mesmo, passar os pedaços por uma esteira dotada de raio X e se remontar do outro lado, é feito no gate especifico do seu vôo ( que alias, nunca muda). Isso evita aquelas filas imensas que concentram uma multidão multinacional que carrega um pouco de tudo para todo a parte e que sempre que voce chega atrasado, parecem ainda maiores.
By the way, dias atras estava em Congonhas no desprovido de fingers andar de baixo, e o gate do voo foi, como de costume, alterado, mas para outro no mesmo piso.
Um senhor bem simples, desses que só abrem a boca para entrar para a historia, deu um show de cartesianismo ao perguntar para a pobre da atendente:
- Moça, com licensa, mas se aqui em baixo todo o transporte pros aviões é feito via onibus, a senhora pode me explicar o por que da mudança ??
A resposta foi obviamente, insatisfatoria.
.
Na civilização os cinemas tem estacionamento para as magrinhas e intervalo durante a seção para tomar sorvete.
Civilização é um lugar onde nos aeroportos, prestar tributo a Bin Laden - nome dado pelo Hitchens ao ato de desconstruir a si mesmo, passar os pedaços por uma esteira dotada de raio X e se remontar do outro lado, é feito no gate especifico do seu vôo ( que alias, nunca muda). Isso evita aquelas filas imensas que concentram uma multidão multinacional que carrega um pouco de tudo para todo a parte e que sempre que voce chega atrasado, parecem ainda maiores.
By the way, dias atras estava em Congonhas no desprovido de fingers andar de baixo, e o gate do voo foi, como de costume, alterado, mas para outro no mesmo piso.
Um senhor bem simples, desses que só abrem a boca para entrar para a historia, deu um show de cartesianismo ao perguntar para a pobre da atendente:
- Moça, com licensa, mas se aqui em baixo todo o transporte pros aviões é feito via onibus, a senhora pode me explicar o por que da mudança ??
A resposta foi obviamente, insatisfatoria.
.
Sunday, September 28, 2008
tower of blogs

SUNDAY, SEPTEMBER 28, 2008
ao av, que definitivamente não é um
Comecei a ler ontem País dos Petralhas do Reinaldo Azevedo e já estou viciado.
Arremedo de blogger que sou, dedico a ele o mesmo respeito que meu herói romântico Leonard Cohen demonstra em uma de suas canções definitivas ter por Hank Willians, o qual, segundo ele, estaria “ hundred floors above him in the Tower of Song.”
Não concordo, porém, com tudo o que ele escreve, e muito menos compartilho de seus gostos, essa forma rasteira e pueril de conquistar e ser conquistado.
Ao contrário, gosto de jazz, admiro um solo de saxofone bem esculpido, aturo aviões já que não poderia ser quem eu sou á cavalo ou caravela, nada tenho contra culinária japonesa e nem odeio os especialistas em vinho, ou perderia metade dos meus amigos.
Além do mais, teria visto sim um senhor de quase setenta anos rebolar sua bunda murcha na praia de Copacabana – só não fui ao concerto dos Stones por ter coincidido com o falecimento da minha mãe – até porque teria ficado muito bem acomodado.
Mas o que importa na coisa do Reinaldo, e ai concordam com ele todos os meus átomos, é ser justamente um libelo ao direito de discordar e, embora possa achá-lo meio azedo (o que daria um bom trocadilho com seu nome, se já não tivesse sido usado para definir um outro Azevedo) e um tanto catolicão demais, louvo sua coerência, coragem, inteligência e sabedoria, assim como as de seu colega de desagravos e chás de craqueja, Diogo Mainardi.
Como o Capitão Diego, outra bete noir do petismo, Reinaldo encontra abrigo na Veja, veiculo para o qual até amigos que nada tem de Petralhas (PT+Metralhas) torcem o nariz, como se imprensa de direita não fosse uma coisa normal no mundo que importa.
No fundo o que RA faz, apesar de engraçado e inspirado na forma, é de um conservadorismo atroz já que ele se limita a defender e pedir que se defenda a constituição e, por conseguinte a civilização.
Nada tem, porém, de reacionário assim como nada tem de progressistas aqueles que se auto intitulam como tais e que sempre me lembram uma cena de A Vida de Brian do Monty Pyton em que um certo Exercito de Libertação da Palestina achincalha com os Romanos que, segundo eles, nada trouxeram de bom para a região.
ao av, que definitivamente não é um
Comecei a ler ontem País dos Petralhas do Reinaldo Azevedo e já estou viciado.
Arremedo de blogger que sou, dedico a ele o mesmo respeito que meu herói romântico Leonard Cohen demonstra em uma de suas canções definitivas ter por Hank Willians, o qual, segundo ele, estaria “ hundred floors above him in the Tower of Song.”
Não concordo, porém, com tudo o que ele escreve, e muito menos compartilho de seus gostos, essa forma rasteira e pueril de conquistar e ser conquistado.
Ao contrário, gosto de jazz, admiro um solo de saxofone bem esculpido, aturo aviões já que não poderia ser quem eu sou á cavalo ou caravela, nada tenho contra culinária japonesa e nem odeio os especialistas em vinho, ou perderia metade dos meus amigos.
Além do mais, teria visto sim um senhor de quase setenta anos rebolar sua bunda murcha na praia de Copacabana – só não fui ao concerto dos Stones por ter coincidido com o falecimento da minha mãe – até porque teria ficado muito bem acomodado.
Mas o que importa na coisa do Reinaldo, e ai concordam com ele todos os meus átomos, é ser justamente um libelo ao direito de discordar e, embora possa achá-lo meio azedo (o que daria um bom trocadilho com seu nome, se já não tivesse sido usado para definir um outro Azevedo) e um tanto catolicão demais, louvo sua coerência, coragem, inteligência e sabedoria, assim como as de seu colega de desagravos e chás de craqueja, Diogo Mainardi.
Como o Capitão Diego, outra bete noir do petismo, Reinaldo encontra abrigo na Veja, veiculo para o qual até amigos que nada tem de Petralhas (PT+Metralhas) torcem o nariz, como se imprensa de direita não fosse uma coisa normal no mundo que importa.
No fundo o que RA faz, apesar de engraçado e inspirado na forma, é de um conservadorismo atroz já que ele se limita a defender e pedir que se defenda a constituição e, por conseguinte a civilização.
Nada tem, porém, de reacionário assim como nada tem de progressistas aqueles que se auto intitulam como tais e que sempre me lembram uma cena de A Vida de Brian do Monty Pyton em que um certo Exercito de Libertação da Palestina achincalha com os Romanos que, segundo eles, nada trouxeram de bom para a região.
A não ser, bem talvez quem sabe o vinho, o aqueduto, a medicina, a leis e o direito, Sócrates , Platão e o resto do universo grego, mas o que mais alem disso ??.
A decadente e corrupta civilização Ocidental Branca Cristã lembra Reinaldo, inventou a anestesia, a comunicação à distância, os antibióticos, o vaso sanitário entre outros horrores.
A decadente e corrupta civilização Ocidental Branca Cristã lembra Reinaldo, inventou a anestesia, a comunicação à distância, os antibióticos, o vaso sanitário entre outros horrores.
Não me lembro de nada significativo que os comunistas tenham criado alem de armas e foguetes - assim mesmo perderam as duas corridas ,mesmo a espacial em que saíram na pole com a Laika ,o Gagarin e o Sputnick- e de uma ou duas formas inéditas de produzir cadáveres.
Ja os países muçulmanos, em sua maioria, são ou foram ate recentemente propagadores de saudáveis hábitos tais como a amputação do clitóris, poligamia, casamentos arranjados, apedrejamentos públicos entre outras sutilezas.
Mas graças ao canalha útil Bob Jeff , à gente como o Diogo e o Reinaldo, e aos milhares que os lêem para o desespero da esquerda eletrônica e escrita que não consegue nada parecido em termos de audiência, o PT e o BR não tomaram um rumo muito pior, o do controle do estado e todas suas conseqüências nefastas, desfecho que talvez acabasse por ser ruinoso para o próprio Lula, mesmo que ele e alguns de seus suporters jamais reconheçam.
Discordando de Reinaldo e achando que nem todos os PT´s são Petralhas, o que seria tão maniqueísta quanto imaginar que nenhum o é, só posso dizer:
- God save the King
Mas graças ao canalha útil Bob Jeff , à gente como o Diogo e o Reinaldo, e aos milhares que os lêem para o desespero da esquerda eletrônica e escrita que não consegue nada parecido em termos de audiência, o PT e o BR não tomaram um rumo muito pior, o do controle do estado e todas suas conseqüências nefastas, desfecho que talvez acabasse por ser ruinoso para o próprio Lula, mesmo que ele e alguns de seus suporters jamais reconheçam.
Discordando de Reinaldo e achando que nem todos os PT´s são Petralhas, o que seria tão maniqueísta quanto imaginar que nenhum o é, só posso dizer:
- God save the King
Monday, September 22, 2008
Evo Viu a Uva
A Claudia, pela mão amiga
A Bolívia existe? Parece que sim.
Alguns lugares só existem quando pegam fogo, portanto de tempos em tempos nos recordamos desse canto miserável do continente que, como na bela imagem de MVL que descreve o vizinho Peru como um índio chorando de fome sentado em um banco de ouro, esta literalmente por sobre uma das maiores reservas de gás natural do mundo.
O líder indígena-cocaleiro e ora presidente Evo Morales que passou de incendiário a bombeiro, sente agora na pele a mesma crueldade e a manipulação que costumava lançar mão quando na oposição, e que infernizou a vida do presidente anterior, Gonzalo Sanches de Losada, o Goni.
O anjo pré-colombiano que nesse momento sucinta indignação e apoio dos desmemoriados de sempre, foi o grande responsável pela queda de Goni (embora alguns erros do próprio possam ter contribuído), como mostra o fenomenal Our Brand Is Crisis da americana Rachel Boynton, que coincidentemente assisti dias atrás, antes do inicio da crise.
Rachel, jovem e bela, explica na entrevista-bonus a João Moreira Sales que inicialmente queria somente filmar a rotina da americana GCS, que presta assessoria a candidaturas mundo afora. Imaginara montar um documentário mostrando três casos distintos em três países de diferentes continentes onde a empresa atuava.
Quis o destino que ela acabasse por se limitar a campanha de Goni a presidência da Bolívia em 2002, bem como o que veio depois.
Empresário de sucesso, filho de exilados e criado nos USA e falando um espanhol com acento tex-mex, Goni já tinha sido presidente nos 90, quando, à moda Menen/Collor/Salinas, privatizou tudo que podia num processo chamado localmente de Capitalização
Desgastado pelos desacertos da sua primeira gestão, começou a campanha atrás de Evo e do favorito, Manfred Reyes Vila, prefeito de Cochabamba, um bigodudo com jeitão de dono de borracharia em Tijuana. Egresso do glorioso Exército Boliviano, cuja única façanha foi matar um Che Guevara amarrado e doente, Manfred era uma farsa total. Com um bigode e um topete desproporcionais e um discurso populista difuso, conseguia ser pior do que Evo, que ao menos era de verdade.
Os americanos não tiveram dificuldade em tirá-lo da frente, bastou uma foto aérea da sua casa de campo, algo assim nem tão grande quanto Versalhes, mas quase tão extravagante.
Evo por sua vez manteve uma posição estacionaria ao longo do pleito, limitado ao voto de seu sindicato e da população andina, de forma que o azarão Goni, indiscutivelmente melhor candidato, acabou assumindo como o bilionésimo presidente do país, não sem antes prometer mundos e fundos que obviamente não teria como cumprir.
Quando anunciou um ousado plano de exportar gás para a Califórnia via um porto do Chile, foi bombardeado pela oposição que usou de um recurso espúrio, o ódio ancestral dos bolivianos pelo país fronteiriço que lhe tomou o mar na Guerra do Pacifico e nunca devolveu.
O já citado Vargas Llosa que passou a infância em Cochabamba lembra num verbete em seu Dicionário Amoroso da AL que antes das aulas, era obrigado a cantar hinos que falavam da nostalgia do mar perdido e do odio contra o Chile.
Evo levou os cocaleiros a La Paz e, como os sindicatos patronais fazem com ele no momento, perturbaram a já combalida economia local até levar o presidente Louzada a renuncia e auto-exílio em DC.
Também fico indignado quando leio declarações proto-r(f)acistas, como a do líder comunitário que afirmou algo assim como – vamos arrancar esse índio infeliz do poder, mas não chego a achar que Evo seja a reencarnação de Ataualpa ou Montezuma e que este processo seja só uma vingança das elites.
Me recuso a aceitar o mito do bom selvagem, e acho uma bobagem do Neil Young – do alto da sua grandeza - que na belíssima ‘Cortez The Killer’ pinta o mundo Asteca como um paraíso perdido e Hernam como um degenerado genocida.
Cortez era um produto da sua época e da lógica católica e imperial do século em que viveu, e tentar entende-lo e a Pizarro pela ética de hoje é primário e oportunista.
Ambos são culpados de desencadear um processo de destruição de civilizações incríveis, mas afinal essa é a lógica da historia, culturas sobrepujando, sobrepondo e assimilando outras.
Cruéis sim, mas também eram crueis os Incas que escravizavam as populações vizinhas, que acabaram por se unir aos espanhóis, e os Mayas e Astecas com seus sacrifícios e pratica sádicas, vide o excelente e mal recebido Apocaliptyo do Mel Gibson.
Alguns países parecem ter uma vocação para a pobreza e o atraso que dificilmente será mudada. A Argentina sempre rasgando bilhetes premiados, e a própria Rússia, riquíssima, parece um cãozinho sempre a procura de um dono. A Bolívia então é um caso perdido.
O documentário mostra toda a manipulação de Evo que exigia o fim do contrato com os USA, e ninguém foi capaz de se perguntar, o que fazer com zilhões de litros de gás num país desindustrializado?
Haja tortilhas para fritar.
Na cartilha tatibitate da AL Evo evoca a revolta, a revolta remove Evo.
A Bolívia existe? Parece que sim.
Alguns lugares só existem quando pegam fogo, portanto de tempos em tempos nos recordamos desse canto miserável do continente que, como na bela imagem de MVL que descreve o vizinho Peru como um índio chorando de fome sentado em um banco de ouro, esta literalmente por sobre uma das maiores reservas de gás natural do mundo.
O líder indígena-cocaleiro e ora presidente Evo Morales que passou de incendiário a bombeiro, sente agora na pele a mesma crueldade e a manipulação que costumava lançar mão quando na oposição, e que infernizou a vida do presidente anterior, Gonzalo Sanches de Losada, o Goni.
O anjo pré-colombiano que nesse momento sucinta indignação e apoio dos desmemoriados de sempre, foi o grande responsável pela queda de Goni (embora alguns erros do próprio possam ter contribuído), como mostra o fenomenal Our Brand Is Crisis da americana Rachel Boynton, que coincidentemente assisti dias atrás, antes do inicio da crise.
Rachel, jovem e bela, explica na entrevista-bonus a João Moreira Sales que inicialmente queria somente filmar a rotina da americana GCS, que presta assessoria a candidaturas mundo afora. Imaginara montar um documentário mostrando três casos distintos em três países de diferentes continentes onde a empresa atuava.
Quis o destino que ela acabasse por se limitar a campanha de Goni a presidência da Bolívia em 2002, bem como o que veio depois.
Empresário de sucesso, filho de exilados e criado nos USA e falando um espanhol com acento tex-mex, Goni já tinha sido presidente nos 90, quando, à moda Menen/Collor/Salinas, privatizou tudo que podia num processo chamado localmente de Capitalização
Desgastado pelos desacertos da sua primeira gestão, começou a campanha atrás de Evo e do favorito, Manfred Reyes Vila, prefeito de Cochabamba, um bigodudo com jeitão de dono de borracharia em Tijuana. Egresso do glorioso Exército Boliviano, cuja única façanha foi matar um Che Guevara amarrado e doente, Manfred era uma farsa total. Com um bigode e um topete desproporcionais e um discurso populista difuso, conseguia ser pior do que Evo, que ao menos era de verdade.
Os americanos não tiveram dificuldade em tirá-lo da frente, bastou uma foto aérea da sua casa de campo, algo assim nem tão grande quanto Versalhes, mas quase tão extravagante.
Evo por sua vez manteve uma posição estacionaria ao longo do pleito, limitado ao voto de seu sindicato e da população andina, de forma que o azarão Goni, indiscutivelmente melhor candidato, acabou assumindo como o bilionésimo presidente do país, não sem antes prometer mundos e fundos que obviamente não teria como cumprir.
Quando anunciou um ousado plano de exportar gás para a Califórnia via um porto do Chile, foi bombardeado pela oposição que usou de um recurso espúrio, o ódio ancestral dos bolivianos pelo país fronteiriço que lhe tomou o mar na Guerra do Pacifico e nunca devolveu.
O já citado Vargas Llosa que passou a infância em Cochabamba lembra num verbete em seu Dicionário Amoroso da AL que antes das aulas, era obrigado a cantar hinos que falavam da nostalgia do mar perdido e do odio contra o Chile.
Evo levou os cocaleiros a La Paz e, como os sindicatos patronais fazem com ele no momento, perturbaram a já combalida economia local até levar o presidente Louzada a renuncia e auto-exílio em DC.
Também fico indignado quando leio declarações proto-r(f)acistas, como a do líder comunitário que afirmou algo assim como – vamos arrancar esse índio infeliz do poder, mas não chego a achar que Evo seja a reencarnação de Ataualpa ou Montezuma e que este processo seja só uma vingança das elites.
Me recuso a aceitar o mito do bom selvagem, e acho uma bobagem do Neil Young – do alto da sua grandeza - que na belíssima ‘Cortez The Killer’ pinta o mundo Asteca como um paraíso perdido e Hernam como um degenerado genocida.
Cortez era um produto da sua época e da lógica católica e imperial do século em que viveu, e tentar entende-lo e a Pizarro pela ética de hoje é primário e oportunista.
Ambos são culpados de desencadear um processo de destruição de civilizações incríveis, mas afinal essa é a lógica da historia, culturas sobrepujando, sobrepondo e assimilando outras.
Cruéis sim, mas também eram crueis os Incas que escravizavam as populações vizinhas, que acabaram por se unir aos espanhóis, e os Mayas e Astecas com seus sacrifícios e pratica sádicas, vide o excelente e mal recebido Apocaliptyo do Mel Gibson.
Alguns países parecem ter uma vocação para a pobreza e o atraso que dificilmente será mudada. A Argentina sempre rasgando bilhetes premiados, e a própria Rússia, riquíssima, parece um cãozinho sempre a procura de um dono. A Bolívia então é um caso perdido.
O documentário mostra toda a manipulação de Evo que exigia o fim do contrato com os USA, e ninguém foi capaz de se perguntar, o que fazer com zilhões de litros de gás num país desindustrializado?
Haja tortilhas para fritar.
Na cartilha tatibitate da AL Evo evoca a revolta, a revolta remove Evo.
Friday, September 05, 2008
preciso falar sobre o kevin
“ONE DAY YOUR BIG VILLAN STYLE, WILL COLAPSE AS THEY TURN THE KEY IN THE DOOR OF YOUR CELL”
- Pete Townsend -
Kevin não acha graça nenhuma na vida que leva, na verdade nem sabe bem o que esta fazendo la.
Inteligente feito o diabo, vive nos subúrbios de NY entre uma mãe cosmopolita, liberada e questionadora da America, que de tanto viajar ficou sem casa pra voltar, e um pai crédulo e adepto da solução americana no que ela tem de melhor e pior. Mais a frente incorpora-se a historia uma irmãzinha que, como é comum entre irmãos, é ao mesmo tempo seu oposto e sua maior fã.
Sua maldade é primal e num outro contexto ou país ele teria se tornado um torturador, senhor da guerra ou político corrupto.
Naquelas circunstâncias e mostrando que até para se inovar é preciso seguir tendências, perpetra mais um massacre de escolas, essa precoce mania americana que ao que consta substituiu a dos seriais killers ao juntar psicopatia, hormônios e a tendência das novas gerações que parecem querer resolver tudo de uma vez só, de preferência antes da maioridade.
A diferença é que Kevin não é auto-explicativo. Não é um loser, tampouco um nerd nem mesmo um estrangeiro outcast. Os colegas o respeitam ou o temem. Não é um game freack daqueles que resolvem jogar uma ultima e definitiva partida de DOOM. Seus pais são duas figuraças, mas administram um casamento normal e sem problemas financeiros, não se esganam o dia inteiro nem abusam dos filhos, não são membros do NRA ou de qualquer seita tipo família Manson.
Portanto o livro acerta na mosca ao apostar num personagem original envolto em questões nem tanto, tais como:
- Pessoas assim como civilizações acabam ressentindo da própria opulência e bem estar e entram em processo autodestrutivo. A psicopatia e o desapego só alimentam a fogueira.
- Todos temos questões pendentes com ao menos um dos pais, que se arrastam pela vida afora. Cada um se vira como pode para mitigá-las. Uns nada fazem, outros matam os pais no sentido froidiano, outros....
- Adolescentes flertam com o crime, ainda que na maioria das vezes de forma platônica. A exceção confirma e conflagra a regra.
In my book não há nada de errado com formulas consagradas ou enredos previsíveis, desde que usados com maestria, principalmente quando conduzem a um final surpreendente e bem amarrado, como é o caso.
Já havia ficado intrigado com a capa perturbadora, acerto da editora brasileira, ja que a original é medíocre e lembra um pôster da Profecia I, e um pequeno empurrão do Cescatto bastou para me lançar no abismo sem fundo da imaginação da autora.
Suspeito que só alguém como ela, mulher, na casa dos quarenta e sem filhos, seria capaz de parir tal trama
.
- Pete Townsend -
Kevin não acha graça nenhuma na vida que leva, na verdade nem sabe bem o que esta fazendo la.
Inteligente feito o diabo, vive nos subúrbios de NY entre uma mãe cosmopolita, liberada e questionadora da America, que de tanto viajar ficou sem casa pra voltar, e um pai crédulo e adepto da solução americana no que ela tem de melhor e pior. Mais a frente incorpora-se a historia uma irmãzinha que, como é comum entre irmãos, é ao mesmo tempo seu oposto e sua maior fã.
Sua maldade é primal e num outro contexto ou país ele teria se tornado um torturador, senhor da guerra ou político corrupto.
Naquelas circunstâncias e mostrando que até para se inovar é preciso seguir tendências, perpetra mais um massacre de escolas, essa precoce mania americana que ao que consta substituiu a dos seriais killers ao juntar psicopatia, hormônios e a tendência das novas gerações que parecem querer resolver tudo de uma vez só, de preferência antes da maioridade.
A diferença é que Kevin não é auto-explicativo. Não é um loser, tampouco um nerd nem mesmo um estrangeiro outcast. Os colegas o respeitam ou o temem. Não é um game freack daqueles que resolvem jogar uma ultima e definitiva partida de DOOM. Seus pais são duas figuraças, mas administram um casamento normal e sem problemas financeiros, não se esganam o dia inteiro nem abusam dos filhos, não são membros do NRA ou de qualquer seita tipo família Manson.
Portanto o livro acerta na mosca ao apostar num personagem original envolto em questões nem tanto, tais como:
- Pessoas assim como civilizações acabam ressentindo da própria opulência e bem estar e entram em processo autodestrutivo. A psicopatia e o desapego só alimentam a fogueira.
- Todos temos questões pendentes com ao menos um dos pais, que se arrastam pela vida afora. Cada um se vira como pode para mitigá-las. Uns nada fazem, outros matam os pais no sentido froidiano, outros....
- Adolescentes flertam com o crime, ainda que na maioria das vezes de forma platônica. A exceção confirma e conflagra a regra.
In my book não há nada de errado com formulas consagradas ou enredos previsíveis, desde que usados com maestria, principalmente quando conduzem a um final surpreendente e bem amarrado, como é o caso.
Já havia ficado intrigado com a capa perturbadora, acerto da editora brasileira, ja que a original é medíocre e lembra um pôster da Profecia I, e um pequeno empurrão do Cescatto bastou para me lançar no abismo sem fundo da imaginação da autora.
Suspeito que só alguém como ela, mulher, na casa dos quarenta e sem filhos, seria capaz de parir tal trama
.
Friday, August 29, 2008
F A T O S S O B R E G A T O S

Para meu filho menor, que tem nome de gato.
1. - Nunca deixe, meu gato tomar conta do seu peixe,
2. - Um gato é um gato, aceite o conselho, um gato é um gato, um coelho é um coelho.
3. - Um pato tem uma pata, um gato tem quatro. Um gato nao mata, so um gato do mato.
4. - Um cachorro tem dono, um gato não tem. Você tem uma gata, um gato tem cem. Dali tem bigodes, um gato também.
5. - Um gato é um gato e um gato é experto, e experto é quem tem sempre um gato por perto.
1. - Nunca deixe, meu gato tomar conta do seu peixe,
2. - Um gato é um gato, aceite o conselho, um gato é um gato, um coelho é um coelho.
3. - Um pato tem uma pata, um gato tem quatro. Um gato nao mata, so um gato do mato.
4. - Um cachorro tem dono, um gato não tem. Você tem uma gata, um gato tem cem. Dali tem bigodes, um gato também.
5. - Um gato é um gato e um gato é experto, e experto é quem tem sempre um gato por perto.
Thursday, July 31, 2008
Wednesday, July 30, 2008
Thursday, July 17, 2008
Monday, July 07, 2008
bolivar nao merecia

Vai ser engraçado ver a esquerda brasileira no poder torcendo pelo MCain na eleição americana. É isso ou engolir a mal-criação do Obama que disse que seria tão danoso para eles depender do etanol brasileiro quanto do petróleo árabe.
Não que nossos usineiros sejam muito confiáveis, mas ao menos eles não têm filhos terroristas nem odeiam o ocidente. Espero que o velho, se eleito, diminua também as barreiras protecionistas ao capital humano tornando a questão da obtenção do visto americano mais simples.
Fomos recentemente convocados por clientes do Texas para uma conversa pessoal, a principio em Miami. Como dois dos meus colegas tinham seus vistos vencidos. Como a melhor perspectiva de serem atendidos naquela sucursal da base de Guantánamo que é o consulado de SP era para daqui a dois meses, tivemos de optar por Curaçao nas Antilhas Holandesas, definitivamente um lugar melhor para umas férias curtas do que para se trabalhar.
A ilha acabou sendo a escolha mais viável e segura, dado a rigorosa política de segurança da empresa deles que vetou o Panamá sugerido por mim, doido para conhecer o Canal.
Enquanto eles vieram de Dallas pela American, nos tivemos de voar num pterodátilo da Varig fazendo uma indigesta escala de quase oito horas no Chavezquistão, a.k.a República Bolivariana da Venezuela.
Minha primeira impressão foi boa, nada de placas e cartazes com fotos del Gran Hermano por toda parte como esperava encontrar, ao menos não na zona do aeroporto. Mas como alegria de otimista dura pouco, todos os títulos das autarquias e serviços públicos aqui, a começar pela imigração, remetem a um pretenso e pretensioso Poder Popular, que tanto estrago fez ao longo da historia.
Ao passarmos pelo Poder Popular da Alfândega, a oficial pergunta ao Phillipe se ele queria cambiar dólares por boilvares, ali a vista de todos. Nem quero imaginar o que poderia acontecer com um desavisado que tentasse passar uma nota de cem dólares a funcionaria por cima do balcão. Um amigo Venezuelano me disse que a pena de morte seria uma opção humanitária às prisões locais.
O capital corrompe, mas paréce que sua alternativa e anatema corrompe muito mais e apesar dos chavões de Chavez, não existe possibilidade de construção do Socialismo aqui ou em qualquer outro lugar.
Comentávamos Mario e eu a respeito de um livro que o presenteei ainda em SP, se nem o metódico povo germânico conseguiu, que chance teríamos os tropicais, menos afeitos ao interesse coletivo.
O livro, by the way, chama-se Stasilandia e disseca os métodos da policia política da extinta RDA. Mario que morou na Alemanha Ocidental a época da Guerra Fria, devorou-o em poucas horas durante nosso ócio bolivariano, enquanto eu lia a divertida biografia de Porfírio Rubirosa, cuja maxima era:
- Trabalhar? Impossível, simplesmente não tenho tempo
Na hora do check in para Curaçao, temos de mostrar o passaporte a um soldado armado e mal amado para ter acesso à área reservada aos balcões das companhias aéreas, coisa inedita para mim, veterano de viagens a lugares como Israel e Turquia, onde a desconfiança tem mais razão de ser.
Se visse o funcionário preenchendo os bording passes a mão, um por um caprichando na letra artesanal, Bill Gates teria se aposentado mais cedo.
Somos então extorquidos em 35 dólares per capta de taxa de embarque e ao tentar passar ao gate, uma moreninha prognata nos avisa que ainda devemos a taxa de aeroporto, mais 60 retratinhos de Washington cada. Parece que petróleo a 145 por barril esta virando bico por aqui.
Na volta mais uma escala no aeroporto, adivinhe só, Simon Bolívar.
Temos o bom senso de passar a noite nas cercanias, num hotel simples mais correto, já que subir a Caracas nos faria ter de retornar após somente 5 horas de sono, caso sobrevivêssemos ao traslado.
O Simon Bolívar esta no nível do mar e a capital quase 1000 metros de favelas acima. Em termos mais locais é como se ficasse em São Conrado e a cidade em cima do morro da Rocinha, só que muito mais alto e nada devendo em termos de improviso arquitetônico e barbárie.
Depois de amanhã faz sabe-se lá quantos anos que o verdadeiro Bolívar libertou a Venezuela, integrando-a mais tarde a Colômbia e ao Equador na chamada Gran Colômbia. O Panamá foi inventado pelos americanos que o separaram do resto para construir e explorar o canal.
O Libertador foi ajudado nessa empreitada pelo fato de Napoleão ter dominado a Espanha enfraquecendo-a, mas isso não diminui seu brilho. Byron o admirava tanto que deu a seu veleiro o nome de Bolívar.
Conta o Decio que quando D João VI diz ao filho Pedro para libertar o Brasil antes que algum aventureiro lance mão, estava mandando uma mensagem cifrada que remetia a Simão. Pode ser coisa do Decio, mas é uma boa historia.
Mas justiça historica seja feita, não da para culpar o Sargentão com cara de leão de chacara de bordel do porto de Guayquil por todas as mazelas locais.
Essa pobreza toda certamente não brotou aqui nos últimos anos. Penso que ele é mais conseqüência do que causa numa terra mimada e corrompida pelo petróleo, assim como toda uma lista de buracos negros que inclui a Arábia Saudita, Irã, Iraque, Angola, Nigéria, Cazaquistão e last but not least Russia, que parecem sempre precisar de ridículos tiranos.
Ate os anos 70 à Venezuela era o maior exportador mundial de Excremento do Diabo, alcunha dada ao petróleo pelo o fundador da OPEP, um venezuelano.
O grave é que com os preços do petroleo bartendo todos os records historicos, as politicas e a ideologia inutil do Chapolin Colorado estão fazendo o pais perder uma chance única de acertar a mão.
O que quer que Bolívar tenha tido em mente para essa terra, não é o que o Hugo Refugo esta tentando fazer dela.
Wednesday, June 11, 2008
russian roulete II - peter a grande

São Petersburgo, ex Petrogrado, ex Leningrado é outra Rússia.
Ocidentalizante à medula como Ataturk e Meiji, Pedro I percorreu as capitais européias e criou uma cidade com canais como Amsterdam, permeada de edifícios vienenses.
Nova em termos de Europa , completou 306 anos enquanto estávamos lá, é tão estratégica para atingir-se o Mar do Norte via Báltico quanto Istambul para o Mediterrâneo.
Serviu para, alem de satisfazer a vaidade construtiva de Pedro, assegurar á Rússia o domínio de um território que foi de meio mundo, da Finlândia a Estônia.
Daqui é Brodsky, que a descreve magnificamente em Menos que Um, aqui viveu Puschkin. Dostoievsky se formou engenheiro na escola que agora leva seu nome, próxima ao soturno Hotel Angleterre, onde Essenin escreveu seu ultimo poema com o próprio sangue.
Na Guerra Patriótica a cidade permaneceu sitiada por 900 dias e num país onde parece que só se morre aos milhões, pereceram 1 de fome, frio e doenças. O exercito era obrigado a guardar os cemitérios para evitar canibalismo e a cidade, assim como Stalingrado , pagou caro por seu nome de então.
Ocidentalizante à medula como Ataturk e Meiji, Pedro I percorreu as capitais européias e criou uma cidade com canais como Amsterdam, permeada de edifícios vienenses.
Nova em termos de Europa , completou 306 anos enquanto estávamos lá, é tão estratégica para atingir-se o Mar do Norte via Báltico quanto Istambul para o Mediterrâneo.
Serviu para, alem de satisfazer a vaidade construtiva de Pedro, assegurar á Rússia o domínio de um território que foi de meio mundo, da Finlândia a Estônia.
Daqui é Brodsky, que a descreve magnificamente em Menos que Um, aqui viveu Puschkin. Dostoievsky se formou engenheiro na escola que agora leva seu nome, próxima ao soturno Hotel Angleterre, onde Essenin escreveu seu ultimo poema com o próprio sangue.
Na Guerra Patriótica a cidade permaneceu sitiada por 900 dias e num país onde parece que só se morre aos milhões, pereceram 1 de fome, frio e doenças. O exercito era obrigado a guardar os cemitérios para evitar canibalismo e a cidade, assim como Stalingrado , pagou caro por seu nome de então.
Goebels imaginava que o simbolismo da conquista das duas cidades com nome dos dois Soviet Supremos teria um efeito bomba no moral do inimigo.Leningrado não foi destruída como a outra talvez por sua beleza e posição geográfica, uteis a uma Alemanha vencedora.
E aqui esta o Ermitage, um dos grandes museus da Europa chamado assim pelo excessivo galicismo da aristocracia czarista. Embora o conteúdo seja menos impressionante do que outros que conheço, o prédio - cenario do estupendo Arca Russa - em si é magnífico. Trata-se, confesso, não sabia, do famoso Palácio de Inverno, tomado pelos bolcheviques e seus aliados marinheiros e trabalhadores dos sovietes em 1917.
A fragata Aurora ainda permanece atracada do outro lado do Neva, no mesmo lugar de onde disparou o tiro que marcou o inicio da Revolução de Outubro, inaugurando de certa forma o século vinte, que terminaria prematuramente em 89.
E aqui esta o Ermitage, um dos grandes museus da Europa chamado assim pelo excessivo galicismo da aristocracia czarista. Embora o conteúdo seja menos impressionante do que outros que conheço, o prédio - cenario do estupendo Arca Russa - em si é magnífico. Trata-se, confesso, não sabia, do famoso Palácio de Inverno, tomado pelos bolcheviques e seus aliados marinheiros e trabalhadores dos sovietes em 1917.
A fragata Aurora ainda permanece atracada do outro lado do Neva, no mesmo lugar de onde disparou o tiro que marcou o inicio da Revolução de Outubro, inaugurando de certa forma o século vinte, que terminaria prematuramente em 89.
Subscribe to:
Posts (Atom)








































