Wednesday, February 27, 2008

sea of joy




dedicado ao Henrique e sua nova strato

nyc 27 fev 2008

Nao saberia como descrever o concerto que vi ontem no Madison Square Gardens (que por sinal é redondo!!), e que reuniu no mesmo palco e na mesma banda talvez os dois mais talentosos musicos da inigualavel geração nascida durante a guerra II na Inglaterra :

-Stephen Lawrence Winwood e Eric Patric Clapton.

Tudo o que eu poderia dizer aqui pareceria um exagero para quem le e uma descriçao mediocre para quem la esteve. Que assim atestem os amigos Oswaldo, Alipio, Alexandre e Henrique, portanto prefiro postar uma foto tirada por mim ou pelo Alipio, nunca saberemos.

A unica definição possivel para o que experimentei naquelas pouco mais de duas horas é justamente o titulo de uma canção do classico album Blind Faith, o unico lançado pela banda que SW e EC dividiram com o super baterista Ginger Baker por um breve periodo em 1969. Alias a unica do disco que os dois velhos companheiros tomaram o cuidado de nao tocar aqui aqui no Gardem , talvez para nao serem responsaveis por nenhum incidente cardiaco.

Sea of Joy
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Tuesday, February 26, 2008

this is kansas toto


NYC 25 fev 2008-02-25

Localizada no centro geográfico dos Estados Unidos, Wichita Kansas é a maior cidade do estado natal de Dorothy e adotivo de Clark Kent.

A mundialmente mais famosa Kansas City apesar de maior, fica somente 25% no Kansas e o saldo no Missouri, separados por uma rua a qual uma vez atravessada, provavelmente livrava os fora-as lei dos seus captores, como ensinam os velhos filmes de cow-boy.

Nunca pensei em vir a Wichita, Kansas, ou a Wichita Falls no Texas, ou qualquer outra, ate por que desconhecia a existência de qualquer uma delas.1Vim parar aqui nesse descampado gelado e árido que mais parece uma margem de estrada de um daqueles road movies do que uma cidade, para visitar uma empresa chamada, digamos, K.

Somos recebidos como reis pelo pessoal da K, coisa rara nessas visitas que faço pelo mundo, onde a gentileza e o tempo disponível das pessoas são quase sempre limitados, e a inferioridade do visitante fica patente, mesmo que de forma discreta.

Entre eles estava certo CK, de uns 30 anos, cujo cartão dizia vice-presidente, assim como o de todos seus colegas presentes. Revela-se preparado e eloqüente, um hábil e duro negociador pero sem perder a gentileza e a cortesia jamais. Apresenta seu grupo a partir de um caderno xerocado que é distribuído a todos os presentes, numa simplicidade que contrasta com meu pretensioso power point.


Para mim ainda é um choque o fato de que quase sem perceber, deixei de ser o mais jovem ao redor dessas mesas de reunião. Não raro, embora aqui não tenha sido o caso, estou entre os mais velhos.

Na minha vez uso meu lap top na difícil missão de descrever nossa empresa, cujo faturamento é exatamente 2.000 vezes menor do que o deles

Brinco com CK dizendo que ele usa um caderno para aumentar o consumo de papel, já que eles recentemente compraram uma das maiores fabricantes de produtos florestais da América, numa aquisição de 20 bilhões de dollares, que os tornou a maior companhia privada do mundo, ultrapassando a toda poderosa Cargill .

Privada e publica nesse país tem um sentido bem diverso do nosso. Empresas púbicas aqui realmente pertencem ao publico e não o governo e a alguns burocratas e políticos como as daí. São companhias listadas na bolsa (que chamamos de capital aberto) das quais as pessoas comuns realmente podem ser donas, ainda de que de uma pequena parte, simplesmente comprando ações.

Já as privadas são as de capital fechado. Ponto.

O CEO da K disse uma vez que só abre o capital " over his dead body". Não quer perder mobilidade nem ter de dar a cada hora, satisfação a analistas janotas ou a banqueiros xeretas. Ah, as iniciais do CEO também são CK, aliais ele é pai daquele menino humilde e gentil que nos recebeu e nos tratou como iguais e inclusive nos levou pra jantar.

CK sênior é simplesmente o nono americano da lista da Forbes, e junto com seu irmão tem 80 % da empresa. Se fosse filho único, estaria em terceiro no rank dos bilionários made in USA , atrás apenas de Willian Gates II e Warrem Buffet. Cada um dos K brothers tem perto de 17 bi de George Wshintons, o que confere ao meu novo amigo CK jr (que tem somente uma irmã, jornalista, alheia aos negocios) algo como potenciais 8,5 liquidos.

O que há de especial em tudo isso?

Nada. São gente como nosotros, com a diferença que sabem disso. Tem a clara noção que se ninguém tirar o lixo das calçadas, a neve das ruas ou cuidar das vacas amanhã, de nada vale esse everest de cash que possuem. A propósito, CK conta que começou a trabalhar com 15 na fazenda da família, shoveling the cow shit.

Sabe muito bem que aquele bando de latinos subnutridos de capital trazem um expertise local de um mercado difícil como o Br, que só o dinheiro não compra, por isso aposta nas relações. Mas, acostumado que estou com executivos cheios de si e vaidosos a medula, não posso deixar de louvar o comportamento dessa gente.

Pergunto a ele durante o jantar, depois que o gelo é definitivamente removido, qual o sentido de manter uma empresa daquele porte num lugar meio inóspito, de onde para se ir a qualquer destino dos USA ou abroad tem-se de fazer escala no mega aeroporto de Atlanta, onde uma conexão equivale a uma meia maratona. Aqui, explica do seu jeito, é um celeiro da ética protestante maxweberniana que fez dos USA o que são. Trabalho, dedicação, meritocracia, honestidade e respeito pelas pessoas, sejam quem for. Coisa que não se vê mais tanto assim em Chicago ou NY onde as pessoa s saem pontualmente as 5 para beber no bar ou correr no parque..

CK não vai a uma reunião do setor em Viena em Maio por que tem a formatura da namorada, em enfermagem.

No caminho para NY, que uma nevasca nem tão inesperada assim transforma um vôo direto em uma odisséia intermodal, envolvendo dois aviões e um trem partindo de Washington DC, algo inusitado me acontece.

Detesto aglomeração no corredor de aviões, portanto fico sempre no final da fila de embarque. Eis que um monge budista que poderia ser gêmeo do Dalai Lama e que também havia ficado para trás intencionalmente, se aproxima e puxa conversa.

È tailandês e vive num mosteiro na Bolívia (!) e quer saber qual é meu assento no vôo, pois deseja trocar de lugar comigo caso o dele seja ao lado de uma mulher e o meu não. Seus votos não permitem qualquer contato com universo feminino, nem mesmo o tênue proporcionado por uma poltrona de avião.

Batata, eu que originalmente estaria sentado ao lado de um rapaz negro tipo rapper, enquanto ele penaria uma hora entre dois demônios de saia faço a troca, mesmo tendo de abrir mão de um corredor por um assento do meio, sempre menos confortável.

Talvez por obra de minha boa ação, o vôo chega a Washington sem que ninguém tente nos jogar contra o Pentágono ou o Capitolio, ou mais heroicamente , uma palnaçao de batatas..

Na saída lá esta ele me esperando com um quase sorriso e uma medalhinha do Buda nas mãos, que guardarei para sempre como um pequeno tesouro.

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Tuesday, February 12, 2008

perdido na traduçao

Por falta do que fazer, traduzi três canções. A primeira Heart of Mine do Dylan:

Coração
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Coração, devagar.
Você pode brincar com fogo, mas vai se queimar.
Não deixe ela ver, não deixe saber que a queremos
Não vá apostar no azarão,
Coração

Coração, já pra casa.
Você ta querendo voar, mas você não tem asa.
Não deixe- a ouvir, não deixe ela ouvir que a amamos
Não va se entregar pro ladrão, coração.

Coração, mãos ao alto.
Você quer roubar mas vai ser, tomado de assalto.
Não deixe saber, não deixe saber que a amamos
Não vá se mudar pra prisão, coração


Coração fique na sua.
Faça somente o que eu mando ou te mando pra rua
Não deixe saber, não deixe saber que a amamos
Não ande pela a contramão
Coração

Coração, mimado e chorao
Dou um dedinho e voce quer a mão
Não deixe saber, não deixe saber que é paixão
que eu nao te achei no chão.

Coração


E o blues de Willie Dixon


I Just Wanna Make Love to You
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Não preciso que arrume minha cama
Não preciso que me diga que me ama
Não preciso que me chame de amigo.
Eu só quero que você, faça amor comigo

Não preciso que lavem minha roupa
Não preciso que preparem minha sopa
Não preciso que você me de abrigo.
Eu só quero que você, faça amor comigo


Da pra ver pelo jeito que voce me testa, pelo jeito que voce franze sua testa
Da pra ver pelo jeito que você me manda andar, que vamos nos amar ate o inferno esfriar

Não preciso que você pague minhas contas
Não preciso que segure minhas pontas
Não preciso que me salve do perigo

Só preciso que você, faça amor comigo




Por fim uma canção cujo autor desconheço, mas que foi gravada por duas de minhas cantoras favoritas, Billye Hollyday e Joni Mitchel, chamada Comes Love:


Nada pra Fazer
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Vem o fogo, você pega o extintor.
Perde o jogo, você culpa o treinador.
Vem o amor, nada pra fazer...

Vem à febre, você toma um Melhoral.
Vem a Hebe, você muda de canal.
Vem o amor, nada pra fazer...

Vem o frio, você pega um cobertor
Vai pro Rio?
Leva roupa de calor...
Vem o amor, nada pra fazer

Não tente limitar o seu amor
Vai ser como imitar um domador

Vem um rato, você mata com a vassoura.
Vem um chato, você chama a chama a Professora.
Vem o amor, nada pra fazer.


um vampiro, vc mta com a cruz, leva um tiro, vc morre e ve Jesus,


em o amor...

Quebra o carro, você sai de patinete.
Quebra o jarro, você cola com chiclete.
Vem o amor, nada pra fazer


Não vá contra, o que você esta afim.
Como a lontra, que quer ser um pinguin
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