Friday, April 25, 2008

perdido na traduçao II

Me perdi na traduçao de Key to the Highway, blue de Big Bill Bronzy


Tenho o pé na estrada, eu vou me mandar.
Onde quer que eu pare, vou chamar de lar.

Vou embora pra fronteira, la eu conheço bem.
Vou cruzar a linha,vou pegar trem.

Me de mais um beijo Mama, nunca é demais, por que vou embora e não volto nunca mais.

Quando a lua estiver sobre a montanha, vou estar na estrada.
Vou seguir em frente, nao vou parar pra nada.

Adeus pra quem fica, não me leve a mal.
Vou seguir a estrada, até o juizo final.

Wednesday, April 23, 2008

o padre mutley


O Brasil é um país amador. As ilhas de profissionalismo aqui e ali, ainda não geram energia suficiente para mudar essa triste realidade.

O Brasil é um país surrealista. Os padres que aqui voam, não voam em lugar nenhum.

A historia do padre Carli esta ai para quem quiser ler, portanto me abstenho de contá-la. Limito-me a comentá-la.

Como de resto todo mundo quando criança, a cada festa de aniversario ou ida ao Passeio Publico eu me perguntava quantos balões seriam necessário para me tirar do chão e quanto tempo até murcharem ou estourarem, unicos destinos possiveis para um balão de gas.


Dai a um adulto tentar tal proeza, me parece mais argumento de desenho animado do que prova de fé, ato de apoio a aminhoneiros injustiçados ou qualquer outra explicação aqui do reino da carne e osso.

Não faria má figura um patrocínio da Hanna Barbera ao vôo do Padre, ou mesmo da ACME, aquela corporação (American Corporation Manufacturing Everything) que fabricava os artefatos usados pelo incansável coyote na sua sempre malfadada perseguição ao Papa Léguas.

Minha experiência com balões (dos grandes) limita-se a um vôo pela estranhíssima e também surrealista região da Capadocia, na Turquia. Pude verificar todos os cuidados que aquele pessoal toma para realizar um trajeto curto e de altitude relativamente baixa, algo como 500 metros, mesmo assim apavorante.

Consta que o padre subiu incríveis 5.800 metros de altura, onde a temperatura é de 25 graus negativos e o gás de belo nome dos balões perde quase que completamente a condição de sustentabilidade. Carli teria levado um GPS que não sabia operar e nenhum colete salva vidas ou para quedas.

A sogra do meu motorista jura que, numa prova de corporativismo divino, o Padre foi direto para o céu sem o inconveniente de ter de morrer, e alguém quis saber como ele pretendia descer quando chegasse onde quer que estivesse indo. Imagino que levasse uma agulha de tricô gigante parar furar tantos balões quanto necessário e assim ir baixando.

Mas a pergunta que fica é por que as autoridades aeronauticas ou mesmo a policia não o impediram de ir ao encontro do Chefe dessa forma atabalhoada, colocando em risco outras vidas alem da sua própria. Ou você acha que o espaço aéreo pertence exclusivamente a padres birutas. Ou voce pensa que aviões têm freio.

Da próxima vez que eu pegar o vôo São Paulo/ Joinville vou rezar um terço para alem de me proteger das mudanças de portões, atrasos e pistas curtas demais, evitar que a turbina sugue algum padre voador desavisado e me mande junto com ele para O Grande Departamento Pessoal que fica, segundo a sogra do Val, há uns 5.800 metros de altitude.

Sunday, April 06, 2008

jeff Healley

Posto aqui a bela homenagem postuma do Ricardo para o guitarrista canadense Jeff Healley, morto nessa madrugada. Jeff era um misto de Ray Charles com Steve Ray Vaughan e morreu aos 41 do mesmo cancer que o cegou quando tinha um ano.

Jeff Healey dies at 41 from cancer

Um guitarrista a menos
Deixa o mundo mais blues
A gente aqui no escuro
E ele lá na luz.

"See the Light", Jeff

R

Friday, April 04, 2008