Essa a revista Viagem não ensina.
Se v. chegar à Suíça sem uma moeda de dois francos para liberar o carrinho das malas, alias o único que eu conheço que sobe escadas rolante, saiba que uma de 1 real serve.
Tuesday, September 30, 2008
Monday, September 29, 2008
i amsterdan
Civilizaçao é um lugar onde as biciceltas tem preferencia absoluta sobre o automoveis. Se uma delas cruzar a frente da sua Ferrari Enzo 2009 e você encostar nela, advinhe quem vai parar naquele lugar que em Darfur seria um cinco estrelas??.
Na civilização os cinemas tem estacionamento para as magrinhas e intervalo durante a seção para tomar sorvete.
Civilização é um lugar onde nos aeroportos, prestar tributo a Bin Laden - nome dado pelo Hitchens ao ato de desconstruir a si mesmo, passar os pedaços por uma esteira dotada de raio X e se remontar do outro lado, é feito no gate especifico do seu vôo ( que alias, nunca muda). Isso evita aquelas filas imensas que concentram uma multidão multinacional que carrega um pouco de tudo para todo a parte e que sempre que voce chega atrasado, parecem ainda maiores.
By the way, dias atras estava em Congonhas no desprovido de fingers andar de baixo, e o gate do voo foi, como de costume, alterado, mas para outro no mesmo piso.
Um senhor bem simples, desses que só abrem a boca para entrar para a historia, deu um show de cartesianismo ao perguntar para a pobre da atendente:
- Moça, com licensa, mas se aqui em baixo todo o transporte pros aviões é feito via onibus, a senhora pode me explicar o por que da mudança ??
A resposta foi obviamente, insatisfatoria.
.
Na civilização os cinemas tem estacionamento para as magrinhas e intervalo durante a seção para tomar sorvete.
Civilização é um lugar onde nos aeroportos, prestar tributo a Bin Laden - nome dado pelo Hitchens ao ato de desconstruir a si mesmo, passar os pedaços por uma esteira dotada de raio X e se remontar do outro lado, é feito no gate especifico do seu vôo ( que alias, nunca muda). Isso evita aquelas filas imensas que concentram uma multidão multinacional que carrega um pouco de tudo para todo a parte e que sempre que voce chega atrasado, parecem ainda maiores.
By the way, dias atras estava em Congonhas no desprovido de fingers andar de baixo, e o gate do voo foi, como de costume, alterado, mas para outro no mesmo piso.
Um senhor bem simples, desses que só abrem a boca para entrar para a historia, deu um show de cartesianismo ao perguntar para a pobre da atendente:
- Moça, com licensa, mas se aqui em baixo todo o transporte pros aviões é feito via onibus, a senhora pode me explicar o por que da mudança ??
A resposta foi obviamente, insatisfatoria.
.
Sunday, September 28, 2008
tower of blogs

SUNDAY, SEPTEMBER 28, 2008
ao av, que definitivamente não é um
Comecei a ler ontem País dos Petralhas do Reinaldo Azevedo e já estou viciado.
Arremedo de blogger que sou, dedico a ele o mesmo respeito que meu herói romântico Leonard Cohen demonstra em uma de suas canções definitivas ter por Hank Willians, o qual, segundo ele, estaria “ hundred floors above him in the Tower of Song.”
Não concordo, porém, com tudo o que ele escreve, e muito menos compartilho de seus gostos, essa forma rasteira e pueril de conquistar e ser conquistado.
Ao contrário, gosto de jazz, admiro um solo de saxofone bem esculpido, aturo aviões já que não poderia ser quem eu sou á cavalo ou caravela, nada tenho contra culinária japonesa e nem odeio os especialistas em vinho, ou perderia metade dos meus amigos.
Além do mais, teria visto sim um senhor de quase setenta anos rebolar sua bunda murcha na praia de Copacabana – só não fui ao concerto dos Stones por ter coincidido com o falecimento da minha mãe – até porque teria ficado muito bem acomodado.
Mas o que importa na coisa do Reinaldo, e ai concordam com ele todos os meus átomos, é ser justamente um libelo ao direito de discordar e, embora possa achá-lo meio azedo (o que daria um bom trocadilho com seu nome, se já não tivesse sido usado para definir um outro Azevedo) e um tanto catolicão demais, louvo sua coerência, coragem, inteligência e sabedoria, assim como as de seu colega de desagravos e chás de craqueja, Diogo Mainardi.
Como o Capitão Diego, outra bete noir do petismo, Reinaldo encontra abrigo na Veja, veiculo para o qual até amigos que nada tem de Petralhas (PT+Metralhas) torcem o nariz, como se imprensa de direita não fosse uma coisa normal no mundo que importa.
No fundo o que RA faz, apesar de engraçado e inspirado na forma, é de um conservadorismo atroz já que ele se limita a defender e pedir que se defenda a constituição e, por conseguinte a civilização.
Nada tem, porém, de reacionário assim como nada tem de progressistas aqueles que se auto intitulam como tais e que sempre me lembram uma cena de A Vida de Brian do Monty Pyton em que um certo Exercito de Libertação da Palestina achincalha com os Romanos que, segundo eles, nada trouxeram de bom para a região.
ao av, que definitivamente não é um
Comecei a ler ontem País dos Petralhas do Reinaldo Azevedo e já estou viciado.
Arremedo de blogger que sou, dedico a ele o mesmo respeito que meu herói romântico Leonard Cohen demonstra em uma de suas canções definitivas ter por Hank Willians, o qual, segundo ele, estaria “ hundred floors above him in the Tower of Song.”
Não concordo, porém, com tudo o que ele escreve, e muito menos compartilho de seus gostos, essa forma rasteira e pueril de conquistar e ser conquistado.
Ao contrário, gosto de jazz, admiro um solo de saxofone bem esculpido, aturo aviões já que não poderia ser quem eu sou á cavalo ou caravela, nada tenho contra culinária japonesa e nem odeio os especialistas em vinho, ou perderia metade dos meus amigos.
Além do mais, teria visto sim um senhor de quase setenta anos rebolar sua bunda murcha na praia de Copacabana – só não fui ao concerto dos Stones por ter coincidido com o falecimento da minha mãe – até porque teria ficado muito bem acomodado.
Mas o que importa na coisa do Reinaldo, e ai concordam com ele todos os meus átomos, é ser justamente um libelo ao direito de discordar e, embora possa achá-lo meio azedo (o que daria um bom trocadilho com seu nome, se já não tivesse sido usado para definir um outro Azevedo) e um tanto catolicão demais, louvo sua coerência, coragem, inteligência e sabedoria, assim como as de seu colega de desagravos e chás de craqueja, Diogo Mainardi.
Como o Capitão Diego, outra bete noir do petismo, Reinaldo encontra abrigo na Veja, veiculo para o qual até amigos que nada tem de Petralhas (PT+Metralhas) torcem o nariz, como se imprensa de direita não fosse uma coisa normal no mundo que importa.
No fundo o que RA faz, apesar de engraçado e inspirado na forma, é de um conservadorismo atroz já que ele se limita a defender e pedir que se defenda a constituição e, por conseguinte a civilização.
Nada tem, porém, de reacionário assim como nada tem de progressistas aqueles que se auto intitulam como tais e que sempre me lembram uma cena de A Vida de Brian do Monty Pyton em que um certo Exercito de Libertação da Palestina achincalha com os Romanos que, segundo eles, nada trouxeram de bom para a região.
A não ser, bem talvez quem sabe o vinho, o aqueduto, a medicina, a leis e o direito, Sócrates , Platão e o resto do universo grego, mas o que mais alem disso ??.
A decadente e corrupta civilização Ocidental Branca Cristã lembra Reinaldo, inventou a anestesia, a comunicação à distância, os antibióticos, o vaso sanitário entre outros horrores.
A decadente e corrupta civilização Ocidental Branca Cristã lembra Reinaldo, inventou a anestesia, a comunicação à distância, os antibióticos, o vaso sanitário entre outros horrores.
Não me lembro de nada significativo que os comunistas tenham criado alem de armas e foguetes - assim mesmo perderam as duas corridas ,mesmo a espacial em que saíram na pole com a Laika ,o Gagarin e o Sputnick- e de uma ou duas formas inéditas de produzir cadáveres.
Ja os países muçulmanos, em sua maioria, são ou foram ate recentemente propagadores de saudáveis hábitos tais como a amputação do clitóris, poligamia, casamentos arranjados, apedrejamentos públicos entre outras sutilezas.
Mas graças ao canalha útil Bob Jeff , à gente como o Diogo e o Reinaldo, e aos milhares que os lêem para o desespero da esquerda eletrônica e escrita que não consegue nada parecido em termos de audiência, o PT e o BR não tomaram um rumo muito pior, o do controle do estado e todas suas conseqüências nefastas, desfecho que talvez acabasse por ser ruinoso para o próprio Lula, mesmo que ele e alguns de seus suporters jamais reconheçam.
Discordando de Reinaldo e achando que nem todos os PT´s são Petralhas, o que seria tão maniqueísta quanto imaginar que nenhum o é, só posso dizer:
- God save the King
Mas graças ao canalha útil Bob Jeff , à gente como o Diogo e o Reinaldo, e aos milhares que os lêem para o desespero da esquerda eletrônica e escrita que não consegue nada parecido em termos de audiência, o PT e o BR não tomaram um rumo muito pior, o do controle do estado e todas suas conseqüências nefastas, desfecho que talvez acabasse por ser ruinoso para o próprio Lula, mesmo que ele e alguns de seus suporters jamais reconheçam.
Discordando de Reinaldo e achando que nem todos os PT´s são Petralhas, o que seria tão maniqueísta quanto imaginar que nenhum o é, só posso dizer:
- God save the King
Monday, September 22, 2008
Evo Viu a Uva
A Claudia, pela mão amiga
A Bolívia existe? Parece que sim.
Alguns lugares só existem quando pegam fogo, portanto de tempos em tempos nos recordamos desse canto miserável do continente que, como na bela imagem de MVL que descreve o vizinho Peru como um índio chorando de fome sentado em um banco de ouro, esta literalmente por sobre uma das maiores reservas de gás natural do mundo.
O líder indígena-cocaleiro e ora presidente Evo Morales que passou de incendiário a bombeiro, sente agora na pele a mesma crueldade e a manipulação que costumava lançar mão quando na oposição, e que infernizou a vida do presidente anterior, Gonzalo Sanches de Losada, o Goni.
O anjo pré-colombiano que nesse momento sucinta indignação e apoio dos desmemoriados de sempre, foi o grande responsável pela queda de Goni (embora alguns erros do próprio possam ter contribuído), como mostra o fenomenal Our Brand Is Crisis da americana Rachel Boynton, que coincidentemente assisti dias atrás, antes do inicio da crise.
Rachel, jovem e bela, explica na entrevista-bonus a João Moreira Sales que inicialmente queria somente filmar a rotina da americana GCS, que presta assessoria a candidaturas mundo afora. Imaginara montar um documentário mostrando três casos distintos em três países de diferentes continentes onde a empresa atuava.
Quis o destino que ela acabasse por se limitar a campanha de Goni a presidência da Bolívia em 2002, bem como o que veio depois.
Empresário de sucesso, filho de exilados e criado nos USA e falando um espanhol com acento tex-mex, Goni já tinha sido presidente nos 90, quando, à moda Menen/Collor/Salinas, privatizou tudo que podia num processo chamado localmente de Capitalização
Desgastado pelos desacertos da sua primeira gestão, começou a campanha atrás de Evo e do favorito, Manfred Reyes Vila, prefeito de Cochabamba, um bigodudo com jeitão de dono de borracharia em Tijuana. Egresso do glorioso Exército Boliviano, cuja única façanha foi matar um Che Guevara amarrado e doente, Manfred era uma farsa total. Com um bigode e um topete desproporcionais e um discurso populista difuso, conseguia ser pior do que Evo, que ao menos era de verdade.
Os americanos não tiveram dificuldade em tirá-lo da frente, bastou uma foto aérea da sua casa de campo, algo assim nem tão grande quanto Versalhes, mas quase tão extravagante.
Evo por sua vez manteve uma posição estacionaria ao longo do pleito, limitado ao voto de seu sindicato e da população andina, de forma que o azarão Goni, indiscutivelmente melhor candidato, acabou assumindo como o bilionésimo presidente do país, não sem antes prometer mundos e fundos que obviamente não teria como cumprir.
Quando anunciou um ousado plano de exportar gás para a Califórnia via um porto do Chile, foi bombardeado pela oposição que usou de um recurso espúrio, o ódio ancestral dos bolivianos pelo país fronteiriço que lhe tomou o mar na Guerra do Pacifico e nunca devolveu.
O já citado Vargas Llosa que passou a infância em Cochabamba lembra num verbete em seu Dicionário Amoroso da AL que antes das aulas, era obrigado a cantar hinos que falavam da nostalgia do mar perdido e do odio contra o Chile.
Evo levou os cocaleiros a La Paz e, como os sindicatos patronais fazem com ele no momento, perturbaram a já combalida economia local até levar o presidente Louzada a renuncia e auto-exílio em DC.
Também fico indignado quando leio declarações proto-r(f)acistas, como a do líder comunitário que afirmou algo assim como – vamos arrancar esse índio infeliz do poder, mas não chego a achar que Evo seja a reencarnação de Ataualpa ou Montezuma e que este processo seja só uma vingança das elites.
Me recuso a aceitar o mito do bom selvagem, e acho uma bobagem do Neil Young – do alto da sua grandeza - que na belíssima ‘Cortez The Killer’ pinta o mundo Asteca como um paraíso perdido e Hernam como um degenerado genocida.
Cortez era um produto da sua época e da lógica católica e imperial do século em que viveu, e tentar entende-lo e a Pizarro pela ética de hoje é primário e oportunista.
Ambos são culpados de desencadear um processo de destruição de civilizações incríveis, mas afinal essa é a lógica da historia, culturas sobrepujando, sobrepondo e assimilando outras.
Cruéis sim, mas também eram crueis os Incas que escravizavam as populações vizinhas, que acabaram por se unir aos espanhóis, e os Mayas e Astecas com seus sacrifícios e pratica sádicas, vide o excelente e mal recebido Apocaliptyo do Mel Gibson.
Alguns países parecem ter uma vocação para a pobreza e o atraso que dificilmente será mudada. A Argentina sempre rasgando bilhetes premiados, e a própria Rússia, riquíssima, parece um cãozinho sempre a procura de um dono. A Bolívia então é um caso perdido.
O documentário mostra toda a manipulação de Evo que exigia o fim do contrato com os USA, e ninguém foi capaz de se perguntar, o que fazer com zilhões de litros de gás num país desindustrializado?
Haja tortilhas para fritar.
Na cartilha tatibitate da AL Evo evoca a revolta, a revolta remove Evo.
A Bolívia existe? Parece que sim.
Alguns lugares só existem quando pegam fogo, portanto de tempos em tempos nos recordamos desse canto miserável do continente que, como na bela imagem de MVL que descreve o vizinho Peru como um índio chorando de fome sentado em um banco de ouro, esta literalmente por sobre uma das maiores reservas de gás natural do mundo.
O líder indígena-cocaleiro e ora presidente Evo Morales que passou de incendiário a bombeiro, sente agora na pele a mesma crueldade e a manipulação que costumava lançar mão quando na oposição, e que infernizou a vida do presidente anterior, Gonzalo Sanches de Losada, o Goni.
O anjo pré-colombiano que nesse momento sucinta indignação e apoio dos desmemoriados de sempre, foi o grande responsável pela queda de Goni (embora alguns erros do próprio possam ter contribuído), como mostra o fenomenal Our Brand Is Crisis da americana Rachel Boynton, que coincidentemente assisti dias atrás, antes do inicio da crise.
Rachel, jovem e bela, explica na entrevista-bonus a João Moreira Sales que inicialmente queria somente filmar a rotina da americana GCS, que presta assessoria a candidaturas mundo afora. Imaginara montar um documentário mostrando três casos distintos em três países de diferentes continentes onde a empresa atuava.
Quis o destino que ela acabasse por se limitar a campanha de Goni a presidência da Bolívia em 2002, bem como o que veio depois.
Empresário de sucesso, filho de exilados e criado nos USA e falando um espanhol com acento tex-mex, Goni já tinha sido presidente nos 90, quando, à moda Menen/Collor/Salinas, privatizou tudo que podia num processo chamado localmente de Capitalização
Desgastado pelos desacertos da sua primeira gestão, começou a campanha atrás de Evo e do favorito, Manfred Reyes Vila, prefeito de Cochabamba, um bigodudo com jeitão de dono de borracharia em Tijuana. Egresso do glorioso Exército Boliviano, cuja única façanha foi matar um Che Guevara amarrado e doente, Manfred era uma farsa total. Com um bigode e um topete desproporcionais e um discurso populista difuso, conseguia ser pior do que Evo, que ao menos era de verdade.
Os americanos não tiveram dificuldade em tirá-lo da frente, bastou uma foto aérea da sua casa de campo, algo assim nem tão grande quanto Versalhes, mas quase tão extravagante.
Evo por sua vez manteve uma posição estacionaria ao longo do pleito, limitado ao voto de seu sindicato e da população andina, de forma que o azarão Goni, indiscutivelmente melhor candidato, acabou assumindo como o bilionésimo presidente do país, não sem antes prometer mundos e fundos que obviamente não teria como cumprir.
Quando anunciou um ousado plano de exportar gás para a Califórnia via um porto do Chile, foi bombardeado pela oposição que usou de um recurso espúrio, o ódio ancestral dos bolivianos pelo país fronteiriço que lhe tomou o mar na Guerra do Pacifico e nunca devolveu.
O já citado Vargas Llosa que passou a infância em Cochabamba lembra num verbete em seu Dicionário Amoroso da AL que antes das aulas, era obrigado a cantar hinos que falavam da nostalgia do mar perdido e do odio contra o Chile.
Evo levou os cocaleiros a La Paz e, como os sindicatos patronais fazem com ele no momento, perturbaram a já combalida economia local até levar o presidente Louzada a renuncia e auto-exílio em DC.
Também fico indignado quando leio declarações proto-r(f)acistas, como a do líder comunitário que afirmou algo assim como – vamos arrancar esse índio infeliz do poder, mas não chego a achar que Evo seja a reencarnação de Ataualpa ou Montezuma e que este processo seja só uma vingança das elites.
Me recuso a aceitar o mito do bom selvagem, e acho uma bobagem do Neil Young – do alto da sua grandeza - que na belíssima ‘Cortez The Killer’ pinta o mundo Asteca como um paraíso perdido e Hernam como um degenerado genocida.
Cortez era um produto da sua época e da lógica católica e imperial do século em que viveu, e tentar entende-lo e a Pizarro pela ética de hoje é primário e oportunista.
Ambos são culpados de desencadear um processo de destruição de civilizações incríveis, mas afinal essa é a lógica da historia, culturas sobrepujando, sobrepondo e assimilando outras.
Cruéis sim, mas também eram crueis os Incas que escravizavam as populações vizinhas, que acabaram por se unir aos espanhóis, e os Mayas e Astecas com seus sacrifícios e pratica sádicas, vide o excelente e mal recebido Apocaliptyo do Mel Gibson.
Alguns países parecem ter uma vocação para a pobreza e o atraso que dificilmente será mudada. A Argentina sempre rasgando bilhetes premiados, e a própria Rússia, riquíssima, parece um cãozinho sempre a procura de um dono. A Bolívia então é um caso perdido.
O documentário mostra toda a manipulação de Evo que exigia o fim do contrato com os USA, e ninguém foi capaz de se perguntar, o que fazer com zilhões de litros de gás num país desindustrializado?
Haja tortilhas para fritar.
Na cartilha tatibitate da AL Evo evoca a revolta, a revolta remove Evo.
Friday, September 05, 2008
preciso falar sobre o kevin
“ONE DAY YOUR BIG VILLAN STYLE, WILL COLAPSE AS THEY TURN THE KEY IN THE DOOR OF YOUR CELL”
- Pete Townsend -
Kevin não acha graça nenhuma na vida que leva, na verdade nem sabe bem o que esta fazendo la.
Inteligente feito o diabo, vive nos subúrbios de NY entre uma mãe cosmopolita, liberada e questionadora da America, que de tanto viajar ficou sem casa pra voltar, e um pai crédulo e adepto da solução americana no que ela tem de melhor e pior. Mais a frente incorpora-se a historia uma irmãzinha que, como é comum entre irmãos, é ao mesmo tempo seu oposto e sua maior fã.
Sua maldade é primal e num outro contexto ou país ele teria se tornado um torturador, senhor da guerra ou político corrupto.
Naquelas circunstâncias e mostrando que até para se inovar é preciso seguir tendências, perpetra mais um massacre de escolas, essa precoce mania americana que ao que consta substituiu a dos seriais killers ao juntar psicopatia, hormônios e a tendência das novas gerações que parecem querer resolver tudo de uma vez só, de preferência antes da maioridade.
A diferença é que Kevin não é auto-explicativo. Não é um loser, tampouco um nerd nem mesmo um estrangeiro outcast. Os colegas o respeitam ou o temem. Não é um game freack daqueles que resolvem jogar uma ultima e definitiva partida de DOOM. Seus pais são duas figuraças, mas administram um casamento normal e sem problemas financeiros, não se esganam o dia inteiro nem abusam dos filhos, não são membros do NRA ou de qualquer seita tipo família Manson.
Portanto o livro acerta na mosca ao apostar num personagem original envolto em questões nem tanto, tais como:
- Pessoas assim como civilizações acabam ressentindo da própria opulência e bem estar e entram em processo autodestrutivo. A psicopatia e o desapego só alimentam a fogueira.
- Todos temos questões pendentes com ao menos um dos pais, que se arrastam pela vida afora. Cada um se vira como pode para mitigá-las. Uns nada fazem, outros matam os pais no sentido froidiano, outros....
- Adolescentes flertam com o crime, ainda que na maioria das vezes de forma platônica. A exceção confirma e conflagra a regra.
In my book não há nada de errado com formulas consagradas ou enredos previsíveis, desde que usados com maestria, principalmente quando conduzem a um final surpreendente e bem amarrado, como é o caso.
Já havia ficado intrigado com a capa perturbadora, acerto da editora brasileira, ja que a original é medíocre e lembra um pôster da Profecia I, e um pequeno empurrão do Cescatto bastou para me lançar no abismo sem fundo da imaginação da autora.
Suspeito que só alguém como ela, mulher, na casa dos quarenta e sem filhos, seria capaz de parir tal trama
.
- Pete Townsend -
Kevin não acha graça nenhuma na vida que leva, na verdade nem sabe bem o que esta fazendo la.
Inteligente feito o diabo, vive nos subúrbios de NY entre uma mãe cosmopolita, liberada e questionadora da America, que de tanto viajar ficou sem casa pra voltar, e um pai crédulo e adepto da solução americana no que ela tem de melhor e pior. Mais a frente incorpora-se a historia uma irmãzinha que, como é comum entre irmãos, é ao mesmo tempo seu oposto e sua maior fã.
Sua maldade é primal e num outro contexto ou país ele teria se tornado um torturador, senhor da guerra ou político corrupto.
Naquelas circunstâncias e mostrando que até para se inovar é preciso seguir tendências, perpetra mais um massacre de escolas, essa precoce mania americana que ao que consta substituiu a dos seriais killers ao juntar psicopatia, hormônios e a tendência das novas gerações que parecem querer resolver tudo de uma vez só, de preferência antes da maioridade.
A diferença é que Kevin não é auto-explicativo. Não é um loser, tampouco um nerd nem mesmo um estrangeiro outcast. Os colegas o respeitam ou o temem. Não é um game freack daqueles que resolvem jogar uma ultima e definitiva partida de DOOM. Seus pais são duas figuraças, mas administram um casamento normal e sem problemas financeiros, não se esganam o dia inteiro nem abusam dos filhos, não são membros do NRA ou de qualquer seita tipo família Manson.
Portanto o livro acerta na mosca ao apostar num personagem original envolto em questões nem tanto, tais como:
- Pessoas assim como civilizações acabam ressentindo da própria opulência e bem estar e entram em processo autodestrutivo. A psicopatia e o desapego só alimentam a fogueira.
- Todos temos questões pendentes com ao menos um dos pais, que se arrastam pela vida afora. Cada um se vira como pode para mitigá-las. Uns nada fazem, outros matam os pais no sentido froidiano, outros....
- Adolescentes flertam com o crime, ainda que na maioria das vezes de forma platônica. A exceção confirma e conflagra a regra.
In my book não há nada de errado com formulas consagradas ou enredos previsíveis, desde que usados com maestria, principalmente quando conduzem a um final surpreendente e bem amarrado, como é o caso.
Já havia ficado intrigado com a capa perturbadora, acerto da editora brasileira, ja que a original é medíocre e lembra um pôster da Profecia I, e um pequeno empurrão do Cescatto bastou para me lançar no abismo sem fundo da imaginação da autora.
Suspeito que só alguém como ela, mulher, na casa dos quarenta e sem filhos, seria capaz de parir tal trama
.
Subscribe to:
Posts (Atom)