Não gostei muito da Operação Valquíria do Brian Singer, staring Tom Cruise.
Alguém perguntou, mas o que você queria,
que Hitler morresse no final?
Não, claro que não, até por que sabemos – a não ser que você é daqueles que acredita em teorias estrambóticas - que nove meses depois, ele morreria de verdade numa circunstancia patética em seu bunker de Berlin, descrita em minúcias num filme recente, muito melhor do que esse.
Talvez, como disse o Professor, a estória em si seja tão anticlimática que nem merecesse o esforço, mas o que me incomoda é o tratamento X Man que o diretor dá aos conspiradores.
Naquela situação, quando a guerra já estava perdida, os russos a alcance de um tiro de fuzil e a França liberada, me parece muito mais uma tentativa de salvar a pele do que propriamente a Alemanha.
Mas por falar em salvação, a meu ver, três cenas escapam
1) A que Hitler no Ninho da Águia cita Wagner como fundamental para se entender o nacional socialismo.
2) A em que TC, forçado a saudar o fuhrer, levanta o braço direito expondo o que sobrou da mão perdida no norte da África.
3) E aquela em que o oficial que vai prender Goebels, que just in case prepara uma cápsula de cianureto, atende um telefonema do diabo em pessoa e muda o rumo do pustch.
Essa ultima serve para lembrar que a historia é assim mesmo, às vezes decidia num lance menor.
Se a ligação não fosse possível dado a precariedade das comunicações a época, ou se Hitler, mesmo não morrendo, tivesse ficado inconsciente, o golpe teria tido sucesso.
Aqui no BR em 1977, o futuro do regime militar foi decidido por uma contagem favorável de generais que se dirigiu ao Palácio do Planalto prestar lealdade a Geisel. Se tivessem tomado o caminho do ministério do exercito apoiar Silvio Frota, poderíamos ter ido pelo caminho da Argentina. Simples como isso.
Ouvi de uma fonte bem confiável que Figueiredo ganhou definitivamente a simpatia de Geisel para substituí-lo, ao juntar um numero maior de generais do que a turma do ministro deposto e com a faca nos dentes.
A mesma fonte, sobrinho de um dos protagonistas do período militar, jura que em 1964 a caserna ainda estava dividida quanto a dar ou não o golpe, mesmo depois que Jango subvertendo a hierarquia apoiando os marinheiros insubordinados, os provocou naquilo que lhes é mais sagrado.
O auto intitulado vaca fardada General Mourão tomou o rumo do o Rio com suas tropas sem consultar ninguém, colocando seus colegas no dilema de apoiá-lo ou bombardeá-lo.
Mas, back to the movie, eu poderia admirar aquela gente se tivessem ido contra Hitler em 1940, quando a maioria dos alemães ainda se encantava como o canto de Loreley do Nacional-Socialismo.
Mas aos 1944 do segundo tempo, me parecem mais com ratos abandonando o Bismark ou o Graff Spee do que Charles Xavier ou Wolverine.

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3 comments:
Operation Valkyrie.Off topic: I really don't think Hitler killed himself in April 30th 1945. He was too proud of his 3rd reich and himself to kill himself during his fall. There are theorys though. You should read the books of a man called Van Helsing (not the vampire hunter though) and read what he has to write. It is a bit crazy, but the basic thoughts are respectable.
1944 do Segundo tempo!
Bom título com esse "seu" jogo de palavras sempre interessantes!
Bem, por mais que o filme coloque TC numa posição de herói, a sua atuação fria, distante daquele "ar mais humano que geralmente se dá ao personagem", não ajuda a fazer com que o espectador desenvolva empatia com o seu papel. Talvez pelo fato de incorporar uma disciplina militar acentuada pelo fato da Alemanha estar em plena Segunda Guerra Mundial, sob o comando de Hitler.
Não há dúvidas que Valkyrie se trata de um filme bem-realizado, a direção de arte é caprichada, mas não é capaz de prender a atenção do espectador a ponto de fazer com que ele entenda os meandros da história. Consequentemente, Valkyrie é incapaz de dialogar de forma completa com quem mais interessa: a plateia.
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