Caetano Veloso perguntado certa vez sobre ACM disse o seguinte: Antonio Carlos me trata bem, assim como à minha mãe D. Canô. E é um homem que ama profundamente a Bahia. Mas não aprecio a sensação de viver num lugar que tem dono.
Jose Ribamar Ferreira das Quantas, vulgo Sarney é o dono do Maranhão. E é um dono que a exemplo dos velhos landlords ingleses da revolução industrial, ou dos proprietarios dos cortiços brasileiros de todos os tempos, cuida mal da sua propriedade.
Embora nem tão belo quanto os outros estados do norte em termos de praias e mar já que, assim como o Paraná sofre de uma baia onipresente, o Maranhão poderia sim ser um paraíso de outra natureza.
Conta com um porto natural de águas profundas, quatro dias mais próximo do mundo consumidor em relação aos seus concorrentes do sul, e cuja viabilização (o que existe de bom foi feito pela para-estatal Vale) seria a redenção do Estado.
Jose Ribamar Ferreira das Quantas, vulgo Sarney é o dono do Maranhão. E é um dono que a exemplo dos velhos landlords ingleses da revolução industrial, ou dos proprietarios dos cortiços brasileiros de todos os tempos, cuida mal da sua propriedade.
Embora nem tão belo quanto os outros estados do norte em termos de praias e mar já que, assim como o Paraná sofre de uma baia onipresente, o Maranhão poderia sim ser um paraíso de outra natureza.
Conta com um porto natural de águas profundas, quatro dias mais próximo do mundo consumidor em relação aos seus concorrentes do sul, e cuja viabilização (o que existe de bom foi feito pela para-estatal Vale) seria a redenção do Estado.
Assim como Rotterdan foi para a Holanda ou Antuérpia apara Bélgica, um porto é fator quase que suficiente para enriquecer uma região. No caso de Itaqui, obras assim nem tão chinesas dariam vazão ao plantio de todo o serrado, região pobre mas extremamente agriculturável, beneficiando de quebra, vários outros estados.
Sabe-se disso há anos, mas nunca se conseguiu que o terminal ultrapassasse a capacidade de dois milhões de toneladas de cereal, embora a larger than life Vale carregue por la mais de mais de 80 em minério de ferro.
São Luiz, terra de Souzandrade, com um pouco de carinho seria um destino turístico fantástico, dado à riqueza arquitetônica colonial portuguesa, alem de ser ponto de partida para os lençóis, onde não fui, mas acredito serem imperdíveis.
E talvez não custasse quase nada. Muitas das empresas que já operam no estado, se bem orientadas e incentivadas, adotariam de bom grado vários casarões, mantendo-os pintados e em ordem e até eventualmente ocupando alguns. Outros poderiam servir as repartições públicas e faculdades, que abandonariam os horrendos sub bauhaus que ora ocupam. Bares e restaurantes, deslocados das margens da fétida lagoa da Jansen (um estranho tributo a Ana Jansen, mulher má e com fama de assombração que matava seus escravos e os jogava na lagoa, antecessora, portanto da atual dona do pedaço), e mais outras medidas que não conheço, mas que deram certo em Lisboa e Salvador e que estão ai para serem copiadas.
Mas talvez não tenha graça mandar num lugar onde sua riqueza não apareça tanto. Vai ver que essa gente gosta é de reinar na lama. O que mais explica esse homem que influencia a republica a meio século, tendo inclusive sentado no trono maximo por um acidente histórico, e que nada ou tão pouco tem feito pela terra onde, imagino vá enterrar seus ossos.
Mas se Sarney não ama o Maranhão, o Maranhão também não ama Sarney. Ao contrario de outros capos de base regional, há anos ele não se elege senador por aqui, e a filha só se tornou governadora com um golpe palaciano do tipo que nem em Honduras colaria.
Sabe-se disso há anos, mas nunca se conseguiu que o terminal ultrapassasse a capacidade de dois milhões de toneladas de cereal, embora a larger than life Vale carregue por la mais de mais de 80 em minério de ferro.
São Luiz, terra de Souzandrade, com um pouco de carinho seria um destino turístico fantástico, dado à riqueza arquitetônica colonial portuguesa, alem de ser ponto de partida para os lençóis, onde não fui, mas acredito serem imperdíveis.
E talvez não custasse quase nada. Muitas das empresas que já operam no estado, se bem orientadas e incentivadas, adotariam de bom grado vários casarões, mantendo-os pintados e em ordem e até eventualmente ocupando alguns. Outros poderiam servir as repartições públicas e faculdades, que abandonariam os horrendos sub bauhaus que ora ocupam. Bares e restaurantes, deslocados das margens da fétida lagoa da Jansen (um estranho tributo a Ana Jansen, mulher má e com fama de assombração que matava seus escravos e os jogava na lagoa, antecessora, portanto da atual dona do pedaço), e mais outras medidas que não conheço, mas que deram certo em Lisboa e Salvador e que estão ai para serem copiadas.
Mas talvez não tenha graça mandar num lugar onde sua riqueza não apareça tanto. Vai ver que essa gente gosta é de reinar na lama. O que mais explica esse homem que influencia a republica a meio século, tendo inclusive sentado no trono maximo por um acidente histórico, e que nada ou tão pouco tem feito pela terra onde, imagino vá enterrar seus ossos.
Mas se Sarney não ama o Maranhão, o Maranhão também não ama Sarney. Ao contrario de outros capos de base regional, há anos ele não se elege senador por aqui, e a filha só se tornou governadora com um golpe palaciano do tipo que nem em Honduras colaria.
De Zequinha Usay e Fernandinho Kuday , nem falo.
Recentemente o clã quis fundar no interior do estado onde tem mais força, uma verdadeira Sanreylandia, já que essa aqui anda meio rebelde. Chamariam de algo como Maranhão do Sul, replicando assim o poder que tem no do Norte. Cargos, representações federais e cabides de emprego, tudo em dobro. Imagino que teriam conseguido se tivessem se empenhado mais, caso não recuperassem o poder para a menina. Afinal “se o estado não é mais totalmente nosso, criamos outro”.
Poderia fazer uma piada infame sobre o fato de o dono do mar ser também dono de suas criaturas, entre as quais as tentaculares, mas o assunto é serio. Mesmo que alguém invoque a governabilidade, Realpolitik, o pragmatismo, a necessidade de se atender o Congresso ou qualquer outra justificativa dessas que se arruma para perdoar o Líder, fico feliz de nunca ter sido um fã do filho do BR, ou essa aliança em especial me teria arrasado.
Posso concordar com Dawkins e Hitchens que Deus não exista. E muito menos o Céu. Mas o inferno, ah esse tem de existir.
Recentemente o clã quis fundar no interior do estado onde tem mais força, uma verdadeira Sanreylandia, já que essa aqui anda meio rebelde. Chamariam de algo como Maranhão do Sul, replicando assim o poder que tem no do Norte. Cargos, representações federais e cabides de emprego, tudo em dobro. Imagino que teriam conseguido se tivessem se empenhado mais, caso não recuperassem o poder para a menina. Afinal “se o estado não é mais totalmente nosso, criamos outro”.
Poderia fazer uma piada infame sobre o fato de o dono do mar ser também dono de suas criaturas, entre as quais as tentaculares, mas o assunto é serio. Mesmo que alguém invoque a governabilidade, Realpolitik, o pragmatismo, a necessidade de se atender o Congresso ou qualquer outra justificativa dessas que se arruma para perdoar o Líder, fico feliz de nunca ter sido um fã do filho do BR, ou essa aliança em especial me teria arrasado.
Posso concordar com Dawkins e Hitchens que Deus não exista. E muito menos o Céu. Mas o inferno, ah esse tem de existir.
No comments:
Post a Comment