ditado inglês
A diferença entre um homem e um menino é o preço dos brinquedos. De certa forma, trabalhamos na idade adulta porque ninguém mais quer comprá-los para nós.
Nessa linha, e aproveitando que tinha que ir à Paris a trabalho, resolvi me matricular no "Rock and Roll Fantasy Camp" desse ano, que aconteceria em Londres uma semana antes.
Trata-se de uma iniciativa bem bolada de David Fishoff, empresário do showbusiness que fez muito dinheiro promovendo reuniões de bandas famosas. (David nos contou, ao longo do "camping", algumas histórias interessantes sobre como toureou birras históricas entre membros de grupos extintos, lidando com egos do tamanho do Big Ben e brigas piores do que a guerra da Criméia. Surprise, surprise, George teria sido o único a recusar sua oferta de cem milhões de dólares para os que os Beatles fizessem uma série de concertos, em 1979. Segundo ele, apesar de todo o “Hare Krishna" e "Maharishi bullshit”, Harrison era um “real angry man”, e John, o idiossincrático ao olhos do público, "a very sweet guy” Mais ou menos como os amigos de Paulo Francis, outro tipo difícil aos olhos da platéia, o definem.
A princípio, fiquei um pouco apreensivo imaginando que tudo poderia não passar de um caça-níquel patrocinado por um espertalhão como uma forma de empregar velhos roqueiros decadentes, mas resolvi topar a empreitada - especialmente, porque teria a chance de conhecer e tocar com meu herói musical, Jack Bruce.
A princípio, fiquei um pouco apreensivo imaginando que tudo poderia não passar de um caça-níquel patrocinado por um espertalhão como uma forma de empregar velhos roqueiros decadentes, mas resolvi topar a empreitada - especialmente, porque teria a chance de conhecer e tocar com meu herói musical, Jack Bruce.
Felizmente eu estava enganado, já que se trata, sim, de uma iniciativa comercial (não diga?), mas também de um “labour of love” de gente que ama a música acima de tudo (vimos, numa "gig", que até o motorista do ônibus toca numa banda bem decente de "Johnny Cash covers").
É bacanérrimo ver gente riquíssima, como o ultra gente fina Alan White, do Yes, um dos "counselors", fazendo jus à tradição das sociedades do "primeiro mundo" de levar muito a sério o ato de ensinar os outros (que, no final das contas, é o grande segredo do sucessos dessas mesmas sociedades). Convivemos e fomos orientados por gente como Alan, a baterista de "Imagine" (só!) e o sujeito que, em 69, pegou um avião no meio da noite, com Eric Clapton e Klaus Voorman (recrutados por John Lennon sem ensaio prévio e informados do que se tratava apenas durante o vôo), para se apresentarem naquele histórico concerto em Toronto.
Os "counselors", ou seja, os "band leaders", ensaiavam conosco de manhã, num estúdio próprio para esse fim, o Joint, na Field Street, e dali saíamos para gravar o resultado na "Meca" dos músicos: o "sagrado" Abbey Road, localizado na mesma rua, a poucos metros de onde a famosa foto da capa do álbum de mesmo nome foi tirada (clicada).
O meu "band leader" era Joye Molland - para quem não sabe (e eu não sabia), o guitarrista do Badfinger, a primeira e única "outra banda" contratada pela Apple, a gravadora dos Beatles. O nome da banda - ele entregou - saiu da constatação de que John tocava muito mal piano (?) e cada vez que o fazia os outros chamavam aquilo de "badfinger boogie". Se você entrar no UTube, na cena do "Concerto para Bangladesh" em que George apresenta a banda (e que banda: EC, Billy Preston, Klaus Voorman, Ringo, Jim Keltner, Leon Russel e Billy Preston) vai ver Joye e os outros "badfingers" por lá . Joye toca guitarra como um verdadeiro "hero" e participou, junto com Alan, das gravações de "Jelous Guy" do álbum "Imagine".
É bacanérrimo ver gente riquíssima, como o ultra gente fina Alan White, do Yes, um dos "counselors", fazendo jus à tradição das sociedades do "primeiro mundo" de levar muito a sério o ato de ensinar os outros (que, no final das contas, é o grande segredo do sucessos dessas mesmas sociedades). Convivemos e fomos orientados por gente como Alan, a baterista de "Imagine" (só!) e o sujeito que, em 69, pegou um avião no meio da noite, com Eric Clapton e Klaus Voorman (recrutados por John Lennon sem ensaio prévio e informados do que se tratava apenas durante o vôo), para se apresentarem naquele histórico concerto em Toronto.
Os "counselors", ou seja, os "band leaders", ensaiavam conosco de manhã, num estúdio próprio para esse fim, o Joint, na Field Street, e dali saíamos para gravar o resultado na "Meca" dos músicos: o "sagrado" Abbey Road, localizado na mesma rua, a poucos metros de onde a famosa foto da capa do álbum de mesmo nome foi tirada (clicada).
O meu "band leader" era Joye Molland - para quem não sabe (e eu não sabia), o guitarrista do Badfinger, a primeira e única "outra banda" contratada pela Apple, a gravadora dos Beatles. O nome da banda - ele entregou - saiu da constatação de que John tocava muito mal piano (?) e cada vez que o fazia os outros chamavam aquilo de "badfinger boogie". Se você entrar no UTube, na cena do "Concerto para Bangladesh" em que George apresenta a banda (e que banda: EC, Billy Preston, Klaus Voorman, Ringo, Jim Keltner, Leon Russel e Billy Preston) vai ver Joye e os outros "badfingers" por lá . Joye toca guitarra como um verdadeiro "hero" e participou, junto com Alan, das gravações de "Jelous Guy" do álbum "Imagine".
Brincadeira?